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Projeto de Niemeyer é candidato a Patrimônio Cultural da Humanidade

14 dezembro 2012 - 12h41

Com a candidatura formalizada na UNESCO desde 1996, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha agora está mais próximo da conquista do título de Patrimônio Cultural da Humanidade. O projeto encomendado por Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, ao arquiteto Oscar Niemeyer, é um dos pioneiros no uso da referência modernista na arquitetura nacional.

Neste sábado, dia 15, a Prefeitura de Belo Horizonte, liderada pela Fundação Municipal de Cultura, dará posse a uma comissão de notáveis responsável por transformar o projeto “Pampulha Patrimônio da Humanidade” em realidade. A cerimônia acontece às 10h no Museu de Arte da Pampulha.

A Comissão será presidida pelo representante da Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais, Leonardo Barreto de Oliveira, e terá como membros representantes do poder público e da sociedade civil. A secretaria executiva ficará a cargo do presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas de Oliveira. Entre os nomes escolhidos estão o da Secretária de Estado de Cultura Eliane Parreiras; do presidente da Belotur, Mauro Werkema; do Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo; da empresária, e colecionadora de arte, Ângela Gutierrez, e dos arquitetos Gustavo Penna e Flávio Carsalade.

Conjunto da Pampulha

Criado para servir como polo de lazer e turismo, a concepção arquitetônica/artística do Conjunto, pensada por Niemeyer, foi tão inovadora para o período, que o projeto enfrentou várias críticas e até mesmo um ‘boicote’ à Igreja São Francisco de Assis, que rompia com os padrões estilísticos arquitetônicos tradicionais adotados até então.

Originalmente, o conjunto foi idealizado para conter cinco prédios: Cassino, Casa do Baile, Igreja de São Francisco, Iate Clube e um hotel que não chegou a ser erguido. Ainda no período das obras, somou-se à ideia original do projeto municipal a construção de uma casa de campo para o prefeito, que ficou conhecida como Casa Kubitschek, e do Parque da Pampulha, cujo projeto não saiu do papel e apenas sua sede, projetada por Niemeyer, foi construída. O espaço hoje é ocupado pela sede da Fundação Zoobotânica.

Em 1961, a orla da Pampulha recebeu mais um presente de Niemeyer, Burle Marx e Portinari: a construção do Pampulha Iate Clube. O empreendimento buscou recuperar a equipe de JK e preservou o ideal inovador das obras pioneiras, traduzindo-se em modernidade arquitetônica.

Integrando as novidades proporcionadas pelo modernismo e o concreto armado, juntamente com os jardins de Burle Marx e as obras de arte de expoentes como August Zamoyski, José Alves Pedrosa e Alfredo Ceschiatti, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha se tornou uma importante referência cultural para a cidade de Belo Horizonte e sua população.


Tombamento

O Conjunto possui hoje tombamento em três esferas: municipal, estadual e federal, sendo, portanto, reconhecido e protegido por ações que conjugam esforços do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte, do IEPHA e do IPHAN.

Os tombamentos protegem não somente o conjunto arquitetônico mais conhecido, como também outros importantes patrimônios culturais: Mineirão; Mineirinho; a sede da Fundação Zoobotânica; o Redondo (atual Centro de Referência Turística Álvaro Hardy); a Reitoria da UFMG e as margens delimitadas pela Av. Otacílio Negrão de Lima.


Relevância Histórica e Estética

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) a monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. O objetivo da UNESCO não é apenas catalogar esses bens culturais valiosos, mas ajudar na sua identificação, proteção e preservação.

Fazer parte da lista de patrimônios culturais da humanidade é importante não só pelo reconhecimento da relevância daquele bem, mas também por significar que ele passará a contar com o compromisso de proteção da UNESCO e de todos os países signatários da Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Hoje, isso significa contar com o resguardo de 190 países.

Além disso, o aporte de recursos e a valorização dos Patrimônios Culturais Mundiais contribuem para fomentar o turismo na região, o que gera novos investimentos na economia local e empregos para a população.
Até o momento, dezenove bens brasileiros estão incluídos na lista de patrimônios culturais da humanidade, entre eles a cidade histórica de Ouro Preto, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e o centro histórico de Diamantina.

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