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Produção industrial cresce em sete dos 14 locais pesquisados em outubro, diz IBGE

07 dezembro 2012 - 12h22

A produção industrial cresceu no mês de outubro em sete dos 14 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados divulgados hoje (7) mostram que as altas mais acentuadas foram registradas em Goiás (15,5%), depois de uma queda de 3,7% em setembro, e no Espírito Santo (12,3%), interrompendo uma sequência de três meses de queda, quando acumulou perda de 6,6%.

Também registraram crescimento da produção industrial os estados do Pará (3,1%), Rio de Janeiro (3,0%), de Minas Gerais (2,8%), do Paraná (2,2%) e de São Paulo (1,6%). As quedas no setor, em outubro, ocorreram em Pernambuco (-7,9%), na Região Nordeste (-5,8%), no Rio Grande do Sul (-5,4%), no Amazonas (-3,5%), no Ceará (-3,1%), na Bahia (-1,4%) e em Santa Catarina (-0,3%).

Em setembro, a pesquisa do IBGE registrou queda em 12 dos 14 locais investigados.

Na comparação com outubro de 2011, também sete dos 14 locais pesquisados apontaram expansão na produção. O IBGE lembra que outubro de 2012 teve dois dias úteis a mais do que o mesmo mês do ano passado. De acordo com o instituto, Goiás (16,7%) e Minas Gerais (9,9%) foram os estados que registraram as maiores altas: o primeiro foi impulsionado pelo bom desempenho das indústrias de medicamentos e o segundo pelo aumento da produção de automóveis.

Entre os locais que apresentaram queda na produção, o destaque é o Amazonas (-11,4%) por causa da diminuição da produção de pó para a elaboração de bebidas e de motocicletas e suas peças.

No período de janeiro a outubro deste ano, o IBGE registrou queda em nove dos 14 locais pesquisados: Amazonas (-7,5%), Rio de Janeiro (-6,2%), Espírito Santo (-5,8%), São Paulo (-4,4%), Rio Grande do Sul (-3,6%), Santa Catarina (-2,9%), Ceará (-2,5%), Paraná (-1,3%) e Pará (-0,6%).

“Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis (motos, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, telefones celulares, relógios e automóveis) e de bens de capital (especialmente para equipamentos de transporte e para construção), além da menor produção vinda dos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário e metalurgia básica”, explica o IBGE na pesquisa.


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