Menu
Busca sábado, 22 de setembro de 2018
(67) 9860-3221

Petrobras tem maior deficit em 17 anos

22 dezembro 2012 - 20h30

O Brasil está cada vez mais longe da autossuficiência em petróleo e derivados. O reflexo é que a Petrobras terá neste ano o maior deficit comercial desde ao menos
1995, quando teve início a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.

Até novembro, a diferença entre as importações e as exportações da empresa é de US$ 9,8 bilhões -aumento de 30% em relação a 2011 inteiro. A Petrobras exporta principalmente petróleo e óleo combustível e compra petróleo, diesel e gasolina.

O setor de petróleo e derivados do país como um todo também terá o maior deficit desde 1995: US$ 11,8 bilhões no ano, segundo a Tendências Consultoria.

Com o crescimento acelerado na demanda por combustíveis, as importações da Petrobras cresceram e as exportações caíram.

O aumento da renda real das pessoas e o controle dos preços da gasolina contribuem para aumento no consumo, que cresceu 11,8% para a gasolina até outubro e 7% para o diesel.

O consumo de etanol, que ficou menos competitivo com a gasolina barata, caiu 11%.

"A demanda por combustível vai continuar crescendo, e, enquanto não aumentar a capacidade de refino, será necessário comprar de fora", diz Walter de Vitto, analista da Tendências Consultoria.

O Brasil se tornou autossuficiente em petróleo em 2009, com exportações de US$ 9,2 bilhões e importações de US$ 9,1 bilhões. Hoje, em petróleo, país tem superavit de US$ 5,8 bilhões. Mas o Brasil exporta petróleo pesado e tem que importar petróleo leve.


"O Brasil exporta o petróleo mais barato e importa o mais caro", explica Maurício Canêdo, economista da FGV.

O refino do petróleo pesado é mais caro e exige mais tecnologia, e o Brasil não tem capacidade suficiente para esse refino.

Neste ano, pela primeira vez desde 1998, a exportação de gasolina vai ser insignificante, e a importação será recorde, de ao menos US$ 2,85 bilhões. O país não importava nada de gasolina até 2007.

No ano que vem, a situação será pior. A Tendências estima que o deficit de petróleo e derivados do Brasil ficará em US$ 17,2 bilhões.

Analistas não esperam aumento significativo na capacidade de refino antes de 2015, quando se estima que a refinaria Abreu e Lima (PE) vai começar a operar.

Segundo a assessoria da Petrobras, o deficit na balança é decorrente de "menor exportação de petróleo devido ao aumento no processamento de petróleo nas refinarias visando atender o crescimento da demanda no mercado interno e aumento na importação de derivados, principalmente diesel e gasolina, para suprir o aumento de demanda do mercado interno não atendida pelo aumento de processamento".

Até o mês passado, o deficit de petróleo e derivados do país foi de US$ 8,7 bilhões. Mas o número deve aumentar bastante devido a uma divergência nas estatísticas da Secex e da Petrobras.

As contas da Secex ainda não registraram cerca de US$ 6 bilhões de importações da Petrobras neste ano.

Deixe seu Comentário

Leia Também

UAU
Mariana Rios amostra corpo sequinho de biquíni em dia de piscina
UFGD
Com mais de 1.200 trabalhos inscritos, Enepex começa terça-feira
FRONTEIRA
Polícia apreende mais de R$ 300 mil em eletrônicos em para-choque
ELEIÇÕES 2018
Campanha de Delcídio divulga Nota sobre impugnação de candidatura
CAMPO GRANDE
Mulher é presa com carregador e 20 chips nas partes intimas em presídio
TEMPO
Primavera começa hoje com possibilidade de novo episódio do El Niño
MEIO AMBIENTE
Mineradora é autuada e fechada por extração ilegal de areia
ELEIÇÕES 2018
A partir de hoje, candidatos só podem ser presos em flagrante
CORUMBÁ
Cavalos em rodovia causam acidente e deixam duas pessoa mortas
EMPREGO
20 empresa estão com inscrições abertas para trainee; veja lista

Mais Lidas

DIOCLÉCIO ARTUZI
Polícia divulga imagens de criança de 1 ano desaparecida em Dourados
DOURADOS
Jovem foi espancada até a morte no Pelicano
DOURADOS
Criança de 1 ano desaparece de dentro de casa no Dioclécio Artuzi
DOURADOS
Jovem é encontrada morta no Jardim Pelicano