Menu
Busca sábado, 19 de janeiro de 2019
(67) 9860-3221

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

09 junho 2011 - 18h03

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.
Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

"Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer", disse. "Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica", acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

###Crescimento

A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

"Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos", disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

"O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural - neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios - para aliviar o sofrimento humano", disse Shaw.

"Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas", acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

"Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora", afirmou o painel. "É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica".

Deixe seu Comentário

Leia Também

INTERNACIONAL
Explosão de oleoduto no México deixa pelo menos 20 mortos
OPORTUNIDADE
Projovem Urbano está com processo seletivo aberto para profissionais da área de educação
IVINHEMA
Homem denuncia roubo e moto é recuperada rapidamente
SEGURANÇA PÚBLICA
Ação policial "sitia" fronteira para evitar ataques criminosos
BRASIL
"Estou do lado da verdade", diz repórter que acusa Datena de assédio sexual
DOURADOS
Empresários pedem melhorias na geração de energia no Distrito Industrial
FUTEBOL
São Paulo e Santos entram em campo hoje no início do Paulistão
DOURADOS
Movimento prepara “carta de cassação” contra vereadores investigados por corrupção
BRASIL
OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019
CRIME AMBIENTAL
"Pescadores ninjas" tentam afundar embarcação e fogem de abordagem

Mais Lidas

POLÍCIA
Rapaz é preso acusado de realizar ‘disk-droga’ em Dourados
DOURADOS
Investigado por corrupção, Idenor Machado volta a ser preso
FAKE NEWS
Eleandro Passaia é chamado para depor em caso de morte de jogador Daniel
DOURADOS
Consumidores reclamam dos valores nas contas e prometem protesto contra a Energisa