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Para OAB Brasil vive tensão social e guerra civil não declarada

14 agosto 2006 - 14h12

Às vésperas de mais uma sucessão presidencial, o Brasil vive momentos de intensa tensão social, que muitos não hesitam em rotular de estado de guerra civil não declarada. A afirmação foi feita hoje pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, ao abrir o encontro do Colégio de Presidentes de Conselhos Seccionais da OAB da Região Nordeste, que acontece nesta cidade do Delta do Parnaíba. “Os ataques do crime organizado a alvos civis e policiais em São Paulo - ataques comandados diretamente de dentro das penitenciárias - configuram um espantoso quadro de anomalia social e política sem precedentes”, observou Busato, ao cobrar providências mais enérgicas e efetivas das autoridades.Busato lamentou que, dentro desse quadro, o simples ato de andar nas ruas, utilizar transportes coletivos ou morar nos bairros periféricos passaram a ser atividades que representam alto risco de vida. “O exercício do direito constitucional de ir e vir - o mais elementar dos direitos humanos - tornou-se em nossa principal cidade simplesmente temerário e, enquanto isso, as autoridades estaduais e federais o que fazem? Batem cabeça, discutem, em público e não hesitam mesmo em explorar eleitoralmente as recíprocas responsabilidades e fragilidades nesse triste episódio”, sustentou. “Isso é imoral, senhores”, acrescentou Busato ele, dirigindo-se aos presidentes das Seccionais da OAB no Nordeste.O presidente nacional da OAB observou ainda que, colocados na perspectiva política dos últimos três anos - pontuados por escândalos de corrupção impunes, cometidos por agentes públicos de alta graduação - os ataques do crime organizado “se inserem num painel institucional dos mais preocupantes”. Segundo ele, observa-se uma conjuntura geral de delinqüência no País, “que transborda dos gabinetes e dos palácios para as ruas, deixando o cidadão de bem, aquele que trabalho duro, é mal remunerado e sustenta a máquina pública com seus suados impostos - a imensa maioria da nossa população -, em permanente estado de sobressalto e perplexidade”.

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