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Para analista, Brasil não terá poder de veto na ONU

21 março 2005 - 13h58

As chances de o Brasil ser aceito entre os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) com poder de veto são muito pequenas, na opinião do cientista político Luis Bitencourt, diretor do Projeto Brasil no Woodrow Wilson Center, em Washington. "Imaginar que o Brasil venha se tornar membro permanente, e no mesmo nível dos atuais, pelo menos a curto prazo, não vai acontecer", diz Bitencourt. No entanto, o cientista político, que já trabalhou em missões da organização no Timor Leste e no Tadjiquistão, diz que é "muito possível" o Brasil se tornar membro permanente do conselho. "Só que não com o poder dos demais". Ele diz que o apoio à candidatura do Brasil - declarado por 47% dos ouvidos em uma pesquisa realizada pela BBC em vários países - reflete o esforço diplomático que o governo vem fazendo, desde o tempo do presidente Fernando Henrique Cardoso e agora de forma mais explícita com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para colocar o país como candidato. Ele acha que a falta de acordo entre os países em desenvolvimento sobre os critérios que devem ser usados para escolher os países - importância econômica, poderio militar, população, localização geográfica - pode levar o atual Conselho de Segurança a pensar numa solução intermediária, aumentando o número de países no Conselho mas sem dar a eles direito a veto. "Isso pode satisfazer ao forte desejo de mudanças que existe e na prática mudar pouca coisa". FavoritismoBitencourt diz que a pesquisa da BBC confirma várias percepções dos especialistas, como o favoritismo da Alemanha para integrar o Conselho e o questionamento da presença da Grã-Bretanha e da França como os membros europeus. Mas a pesquisa também mostra uma nova tendência no comportamento dos argentinos ¿ 58% dos ouvidos apóiam a candidatura do Brasil. "O apoio da Argentina é uma mudança em relação a anos anteriores. Acho que vem da crise enfrentada pelo país e da aceitação de que o Brasil seria o candidato natural da região", afirma Bitencourt. O elevado apoio entre os americanos - 70% - à entrada de outros países como membros do Conselho de Segurança da ONU, surpreendeu Bitencourt. "Vejo isso com uma certa surpresa, porque não há muito interesse neste tema aqui nos Estados Unidos e a ONU é até visto como uma coisa negativa", diz ele. Bitencourt acha que o apoio à mudança entre os americanos pode vir da decisão do Conselho de Segurança contrária à invasão do Iraque, há dois anos, o que reforçou no país a percepção de que o órgão é obsoleto e precisa ser reformado. "A imagem que ficou da ONU é de um organismo lento, incapaz de decidir", avalia.

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