Menu
Busca domingo, 21 de julho de 2019
(67) 9860-3221

Nova alta do juro reduz interesse pela poupança

09 junho 2011 - 20h11

A caderneta de poupança fica ainda menos atrativa com a nova alta de 0,25 ponto porcentual promovida na taxa básica de juros (Selic). Os fundos de renda fixa e alguns títulos do Tesouro Direto, por sua vez, fazem o caminho contrário e se consolidam como boas alternativas aos pequenos investidores.
No mês passado, com a taxa Selic ainda em 12% ao ano, esse efeito foi sentido na prática. Segundo o Banco Central, em maio, os investidores sacaram R$ 1,3 bilhão mais do que depositaram na poupança.

Já os fundos de renda fixa receberam novos depósitos de R$ 3,4 bilhões durante o mês passado, de acordo com a Anbima (associação que representa as entidades do mercado financeiro). Os dois resultados são os maiores registrados em maio desde 2006.

"Assim como os fundos de renda fixa, os DI também são melhores alternativas do que a poupança neste momento", diz Fábio Colombo, administrador de investimentos. O especialista lembra que é importante checar a taxa de administração dessas modalidades de investimento antes de optar pela aplicação.

Já no Tesouro Direto, diz Colombo, é preciso saber escolher qual o melhor título para o atual momento econômico.

Para o administrador de investimentos, as LFTs e as NTN-Bs (ambas pós-fixadas) são as melhores opções disponíveis. "Mas deve-se manter o investimento por pelo menos dois anos para que o Imposto de Renda seja o menor possível." Fábio Colombo comenta que, na sua opinião, deve-se pôr até 20% do saldo total destinado aos investimentos nesses títulos.

Sobre os títulos prefixados do Tesouro Direto, o especialista diz que são arriscados para pequenos investidores, já que qualquer alteração inesperada no juro poderá causar perdas. "Também pode causar ganhos. Ou seja, nos prefixados há risco", comenta.

Há, no entanto, alguns especialistas mais arrojados que preferem indicar a aplicação nos prefixados, na confiança de que a Selic não terá alta significativa de agora em diante.

"Títulos prefixados vendidos no Tesouro ou fundos prefixados oferecem risco um pouco maior. Mas, até o momento, a inflação tem vindo cada vez mais fraca", diz José Góes, economista da Wintrade, ao comentar que o juro deve parar de subir no curto prazo e, portanto, os prefixados são melhores alternativas de investimento neste momento.

Bolsa

Quem aplica em ações não deve sentir alterações nos investimentos por causa da alta na taxa básica de juros. "A Bolsa de Valores de São Paulo já tem apresentado volatilidade, por fatores externos. Esta alta da Selic já era esperada pelo mercado", considera o analista da SLW, Pedro Galdi.

Fábio Colombo acrescenta que os preços das ações estão baixos. "Então, creio que, para quem tem apetite ao risco, é um bom momento para começar a comprar ações. Sempre gradativamente", pondera. Aos que não têm experiência com ações, Colombo sugere a adesão a fundos de ações ou com portfólio diversificados.

Fonte: Estadão/ COLABOROU YOLANDA FORDELONE



Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Estudo revela que 80% de diabéticos podem ter doenças cardiovasculares
RIO BRILHANTE
Dupla é flagrada com mais de 100 quilos de maconha em veículo
FUTEBOL
Comercial sai atrás, mas arranca empate do Cena pelo Estadual sub-17
MUNDO NOVO
Homem morre no Hospital da Vida após cair de telhado
CRIME AMBIENTAL
Pescador é preso com carne de porco silvestre e pescado em ônibus
AMAZÔNIA
Diretor do Inpe rebate Bolsonaro, reafirma desmatamento e não deixa cargo
FRONTEIRA
Motociclista é arremessada e morre ao bater cabeça no meio-fio
SORTE
Aposta única acerta as seis dezenas e fatura R$ 21 milhões na Mega-Sena
SAÚDE
Ministro vem à MS liberar R$ 166 milhões para habilitar serviços do SUS
AMAMBAI
Dupla de motocicleta mata homem a tiros em frente de conveniência

Mais Lidas

TRÂNSITO
Mulher morre após acidente entre carro e moto
DOURADOS
Guarda flagra rapaz empurrando moto e descobre que veículo era furtado
LAGUNA CARAPÃ
Homem chega alterado em casa, bate na mãe e é preso
DOURADOS
Jovem é preso por tráfico internacional na rodoviária