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Metilfenidato tem sido consumido para fins não terapêuticos

09 janeiro 2013 - 17h50

#####Agência Notisa

O metilfenidato é o medicamento mais utilizado no tratamento de déficit de atenção e hiperatividade e da narcolepsia, mas a substância vem sendo usada com fins não terapêuticos para aumentar o foco e a atenção. O estudo “Uso não terapêutico do metilfenidato: uma revisão” descreveu o potencial de abuso do metilfenidato quando utilizado para fins não terapêuticos. O artigo foi publicado ano passado na revista Trends in Psychiatry and Psychotherapy e os autores são da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.



Há vários estudos, segundo a biomédica Luana Freese e colegas, que manifestam preocupação com o aumento significativo do número de prescrições da substância e que alertam para o risco do uso não terapêutico do metilfenidato. No Brasil, para se obter a droga é necessário apresentar a receita médica, devido ao risco elevado de dependência química, informam. Esta estratégia, explicam os autores, é uma tentativa de restringir o acesso da população – principalmente dos jovens – a medicamentos psicoestimulantes.



Mas apesar das restrições, investigações recentes revelam que a droga é amplamente mencionada em redes sociais. Estes meios de comunicação também promovem o uso da substância sem receita médica com objetivo principal de melhorar o desempenho cognitivo. Em alguns países, a droga é frequentemente utilizada para fins não terapêuticos e a maioria dos usuários toma o medicamento sem receita médica, obtendo a substância com amigos e parentes, relatam os pesquisadores no artigo.



Para os autores, o uso não terapêutico do metilfenidato é um tema que apresenta questões científicas e éticas em diversos aspectos, como as características farmacológicas e neurobiológicas. Eles afirmam que a substância pode influenciar o desempenho, por causa do seu efeito estimulante, mas evidências não comprovam o melhoramento do desempenho cognitivo. Desta forma, os pesquisadores concluem que os profissionais de saúde precisam ter conhecimento e informar os pacientes e suas famílias sobre o risco potencial do abuso dessa droga quando usada para fins não terapêuticos.

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