Menu
Busca sexta, 22 de junho de 2018
(67) 9860-3221

Limite para compra de imóvel com FGTS pode subir para R$ 750 mil

06 dezembro 2012 - 10h43

Em mais uma medida para estimular a economia, o governo avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do FGTS, tanto à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que tem juros menores.



A medida é uma reivindicação antiga das construtoras e que estava engavetada. Segundo a Folha apurou, nos últimos dias, porém, ela entrou na pauta de discussão do governo diante da necessidade de criar mais estímulos para reanimar a economia.

Tecnicamente, a medida está pronta e tem a simpatia de Guido Mantega (Fazenda). A palavra final caberá a Dilma Rousseff. Com seu aval, o governo precisará aprovar resolução no CMN (Conselho Monetário Nacional, presidido por Mantega). Oficialmente, o órgão diz considerar adequado o teto de R$ 500 mil.

Uma preocupação apontada por técnicos é o impacto que a medida poderá ter nos recursos do fundo.

Mas parecer da Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, repassado à Fazenda, estima que só 0,2% dos cotistas atuais se enquadrariam na faixa de renda compatível com imóveis desse preço.

Além disso, os saques adicionais para compra de moradia foram projetados em cerca de R$ 700 milhões, o que não foi considerado nenhuma "sangria".

Em razão desse temor, uma proposta que surgiu foi a de elevar o valor apenas em grandes capitais, como São Paulo, Rio e Brasília, onde o preço do imóvel subiu muito nos últimos anos, mas há dúvidas sobre restrições legais.

CLASSE MÉDIA

Argumenta-se que a medida seria positiva sobretudo para a classe média e movimentaria empresas com foco na construções de moradias mais caras que as realizadas no Minha Casa, Minha Vida.

Na avaliação de técnicos do governo, a elevação faria um universo maior de trabalhadores ter acesso a juros mais baixos, mesmo que não usem o FGTS na hora da compra. Apesar de a taxa máxima dos imóveis financiados no SFH ser de 12%, hoje, segundo o governo, o valor cobrado varia de 7,5% a 10,5% ao ano.

Outra avaliação é que a mudança permitiria uma atuação mais forte dos bancos privados, que costumam financiar imóveis de valor próximo do teto atual de R$ 500 mil. Os financiamentos da Caixa, principal agente financeiro do setor e com público alvo de menor renda, ficam em torno de R$ 300 mil.

Deixe seu Comentário

Leia Também

DOURADINA
Motorista fica preso em ferragens após caminhão tombar na MS-470
UFGD
Programa de Monitoria recebe propostas a partir de segunda
JAPORÃ
Polícia Militar captura autor de estupro contra adolescente
EDUCAÇÃO
Aberta as matrículas para os convocados na 1° chamada do IFMS
PONTA PORÃ
Veículo roubado na Bahia é apreendido com 273 quilos de maconha
JUSTIÇA
Universidade deve indenizar formando por cobrar dívida inexistente
TERENOS
Dois são autuados por exploração de madeira e uso de motosserra
UFGD
Terminam no domingo as inscrições para seleção de estagiários
ITINERANTE
Carreta da Justiça atende 148 pessoas na comarca de Alcinópolis
FRONTEIRA
Polícia apreende 44 mil pacotes de cigarros em carreta abandonada

Mais Lidas

DOURADOS
Interno é encontrado morto em cela da PED
DOURADOS
Suspeito nega envolvimento, mas é autuado por latrocínio
DOURADOS
Assassinato de andarilho pode ter ocorrido dentro de barraco
DOURADOS
Corpo encontrado carbonizado seria de andarilho