Menu
Busca terça, 19 de novembro de 2019
(67) 9860-3221
STF

Janot denuncia Temer, Joesley e mais 7 por obstrução e organização criminosa

14 setembro 2017 - 16h50

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer, desta vez pelos crimes de obstrução à Justiça e organização criminosa.

Outras oito pessoas são alvos da mesma denúncia (dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo). De acordo com o procurador, os políticos denunciados arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, está entre os denunciados – ele tinha a garantia de que não seria denunciado nem preso, mas Janot entendeu que houve descumprimento dos termos do acordo de delação premiada. Na última sexta, ao expedir mandado de prisão de Joesley, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu os efeitos do acordo. Agora, o procurador-geral decidiu pedir a rescisão do compromisso.

O STF somente poderá analisar a denúncia contra Temer se a Câmara autorizar. Em agosto, a Câmara rejeitou a primeira denúncia de Janot contra Temer, por corrupção passiva.

Além de Temer e de Joesley, também foram denunciados nesta quinta:

Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil

Moreira Franco (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral

Ricardo Saud, executivo do grupo J&F

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-deputado

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-deputado e ex-ministro

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro

Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-deputado e ex-assessor de Temer

Organização criminosa

Segundo Rodrigo Janot, Temer, Cunha, Henrique Alves, Geddel, Rocha Loures, Padilha e Moreira Franco, todos integrantes do PMDB, formaram um núcleo político para cometer crimes contra empresas e órgãos públicos.

De acordo com a denúncia, os integrantes do suposto esquema receberam valores de propina que, somados, superam R$ 587,1 milhões, arrecadados de empresas e órgãos públicos, entre os quais ais Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e Câmara dos Deputados.

Obstrução de justiça

Entre as ações que configuram obstrução de justiça, a denúncia se refere ao "pacto de silêncio" entre Funaro e Joesley Batista para que eles não fechassem acordo de delação. Funaro é apontado como operador de propinas do PMDB. Os dois se tornaram delatores.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CAMPO GRANDE
Após golpes de garotas de programa, polícia orienta cliente pagar em dinheiro
POLÍTICA
WhatsApp diz ter banido 400 mil contas durante as eleições de 2018
MIRANDA
Polícia prende três bolivianos transportando 23 quilos de cocaína
MENSAGENS
Defesa Civil vai emitir alerta de desastres aos clientes de TV a cabo
TRÊS LAGOAS
Menina de 11 anos tenta esfaquear pai para proteger mãe de agressões
MANCHAS
Pesquisadores apontam outro navio por derramar de óleo no Nordeste
CORUMBÁ
Homem invade residência, atira em outro e foge de caminhonete
COAF
Toffoli revoga decisão de acessar dados sigilosos de 600 mil contribuintes
SEXTA EDIÇÃO
Festival gastronômico CataGuavira começa sexta-feira em Bonito
UEMS
Ação preventiva sobre a saúde do homem será quinta-feira em Dourados

Mais Lidas

TRÂNSITO
Aos 84 anos, mulher sai de bailão bêbada e acaba presa após acidente em Dourados
FRONTEIRA
Homem é executado com mais de 20 tiros e gestante baleada
FRONTEIRA
Alvo de pistoleiros, jovem fica ferido após ser atingido por disparos em frutaria
ROCHEDO
"Velho do PCC" morre em confronto com o Choque