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Indústria da internet quer que segurança entre em pauta

14 junho 2011 - 15h50

Os líderes mundiais deveriam incluir a segurança da computação na agenda internacional de fóruns como o Grupo dos 20 (G20), e pressionar os países “mais lentos” para combater invasões, afirmou o co-fundador da Associação Internacional da Indústria da Internet (IIA).

Peter Coroneos, co-fundador da IIA e presidente da associação na Austrália, disse que esse tipo de liderança, por parte das grandes potências, poderia representar sustentação e aceleração dos primeiros esforços setoriais para adotar salvaguardas de alcance mundial contra a invasão de sistemas de computadores.

“Conseguir que a questão seja elevada a um nível como o do G20 seria uma boa maneira de promover a aproximação junto a economias que de outra maneira talvez possam se mover um pouco mais devagar”, disse Coroneos. “Isso foi o que vimos com o tratado de limitação de armas nucleares, no qual tivemos dois ou três países agindo mais cedo”, acrescentou.

Recentes invasões de sistemas de empresas e instituições multinacionais, como Google, Citigroup e Fundo Monetário Internacional (FMI), despertaram temores de que os governos e o setor privado estejam perdendo a batalha para proteção de seus computadores.

O Google acusou indivíduos radicados na China de tentar ganhar acesso a contas de ativistas no Gmail, e a mineradora internacional BHP Billiton também tem preocupações sobre espionagem oriunda da China e de empresas rivais.

Coroneos não quis discutir o possível papel chinês nesses episódios, mas declarou que os invasores utilizaram redes de computadores “zumbis” — máquinas desprotegidas em residências em todas as partes do mundo — para lançar seus ataques contra bancos de dados protegidos. “É de fato sua arma preferencial”, afirmou.

A Austrália assumiu a liderança ao formar uma parceria entre o governo e o setor privado com o objetivo de combater as ações de invasão de sistemas e anunciou planos para criar uma estratégia de defesa contra ciberataques e apoio a uma campanha de provedores de acesso à internet para erradicar os computadores zumbis.

Provedores de internet da Austrália recentemente adotaram um código de conduta para identificar e reparar computadores infectados por pragas zumbis. As técnicas envolvem monitoramento de fluxos incomuns em períodos de baixa atividade, como durante à noite, quando os usuários estão dormindo.
Os usuários são então notificados de qualquer atividade suspeita, sem violação de privacidade, e também são informados como podem deixar seus computadores mais seguros.

“Nos primeiros seis meses desta operação, 90% da base de usuários dos provedores de acesso está segura”, disse Coroneos.

Fonte: Estadão

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