Menu
Busca terça, 12 de novembro de 2019
(67) 9860-3221

Indústria da internet quer que segurança entre em pauta

14 junho 2011 - 15h50

Os líderes mundiais deveriam incluir a segurança da computação na agenda internacional de fóruns como o Grupo dos 20 (G20), e pressionar os países “mais lentos” para combater invasões, afirmou o co-fundador da Associação Internacional da Indústria da Internet (IIA).

Peter Coroneos, co-fundador da IIA e presidente da associação na Austrália, disse que esse tipo de liderança, por parte das grandes potências, poderia representar sustentação e aceleração dos primeiros esforços setoriais para adotar salvaguardas de alcance mundial contra a invasão de sistemas de computadores.

“Conseguir que a questão seja elevada a um nível como o do G20 seria uma boa maneira de promover a aproximação junto a economias que de outra maneira talvez possam se mover um pouco mais devagar”, disse Coroneos. “Isso foi o que vimos com o tratado de limitação de armas nucleares, no qual tivemos dois ou três países agindo mais cedo”, acrescentou.

Recentes invasões de sistemas de empresas e instituições multinacionais, como Google, Citigroup e Fundo Monetário Internacional (FMI), despertaram temores de que os governos e o setor privado estejam perdendo a batalha para proteção de seus computadores.

O Google acusou indivíduos radicados na China de tentar ganhar acesso a contas de ativistas no Gmail, e a mineradora internacional BHP Billiton também tem preocupações sobre espionagem oriunda da China e de empresas rivais.

Coroneos não quis discutir o possível papel chinês nesses episódios, mas declarou que os invasores utilizaram redes de computadores “zumbis” — máquinas desprotegidas em residências em todas as partes do mundo — para lançar seus ataques contra bancos de dados protegidos. “É de fato sua arma preferencial”, afirmou.

A Austrália assumiu a liderança ao formar uma parceria entre o governo e o setor privado com o objetivo de combater as ações de invasão de sistemas e anunciou planos para criar uma estratégia de defesa contra ciberataques e apoio a uma campanha de provedores de acesso à internet para erradicar os computadores zumbis.

Provedores de internet da Austrália recentemente adotaram um código de conduta para identificar e reparar computadores infectados por pragas zumbis. As técnicas envolvem monitoramento de fluxos incomuns em períodos de baixa atividade, como durante à noite, quando os usuários estão dormindo.
Os usuários são então notificados de qualquer atividade suspeita, sem violação de privacidade, e também são informados como podem deixar seus computadores mais seguros.

“Nos primeiros seis meses desta operação, 90% da base de usuários dos provedores de acesso está segura”, disse Coroneos.

Fonte: Estadão

Deixe seu Comentário

Leia Também

ALIMENTAÇÃO
‘Cozinha Experimental’ realiza edição sobre comida ‘Low-carb’, nesta terça-feira
SEM FAKES
TSE lança campanha para rádio e TV contra desinformação nas eleições 2020
CORUMBÁ
Preso apanha na cadeia após xingar mãe de desafeto
BRASIL
Bancos começam a enviar dados de clientes para cadastro positivo
OPORTUNIDADE
Instituto Federal abre mais de 900 vagas em MS
TRÁFICO
Homem é preso com maconha enrolada a banquetas
ENEM
Candidatos que se sentiram prejudicados podem pedir nova prova até o dia 18
ECONOMIA
Dólar fecha em queda após avançar por 3 sessões seguidas
LOTERIA
Com prêmio estimado em R$ 300 milhões, apostas da Mega da Virada começam a ser recebidas
BRASIL
Faturamento do mercado de seguros cresceu 18,6% em setembro

Mais Lidas

DOURADOS
Acidente mata uma pessoa próximo a Embrapa
BR-163
Motorista morre ao bater de frente com carreta em Dourados
PONTA PORÃ/PEDRO JUAN
Três são assassinados e um bebê fica ferido em "domingo sangrento" na fronteira
DOURADOS
Justiça manda município pagar salário a guarda municipal preso por tráfico