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Gelo é possível causa de acidente do voo 447 da Air France

22 maio 2011 - 08h58

O avião da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico, quando fazia a rota Rio-Paris, no dia 1º de junho de 2009 com 228 pessoas a bordo, teria sofrido uma súbita parada provocada pelo gelo acumulado nas sondas Pitot, segundo a revista semanal alemã "Der Spiegel", que cita um investigador do acidente.

A revista, citando um especialista que pediu o anonimato, garante que as causas exatas do acidente não são conhecidas, mas que a informação das caixas-pretas sugere que as sondas de velocidade da aeronave, conhecidas como sondas Pitot, congelaram, o que provocou uma falha na velocidade do Airbus.

O acidente ocorreu em um lapso de quatro minutos, segundo as informações reveladas pelas caixas-pretas recuperadas no mês passado a quase 4 mil metros de profundidade.

Segundo a gravação, o piloto chefe do voo, Marc Dubois, não estava na cabine quando os alarmes soaram.

Pode-se ouvir ele chegando correndo à cabine e "grita instruções aos seus dois copilotos", afirma o especialista ao semanário.

O avião parecia que havia evitado uma área de fortes turbulências, mas suas sondas Pitot tinham partículas de gelo.

"A informação gravada indica uma queda abrupta do avião pouco depois que os indicadores de velocidade falharam", como resultado de uma parada do avião, disse o especialista.

Não está claro se isto foi consequência de um erro do piloto ou se os computadores da aeronave saltaram automaticamente para compensar o que parecia ser uma súbita perda de potência, disse a revista.

O caso é seguido de perto na Alemanha, já que 28 passageiros do voo eram alemães.

###REPERCUSSÃO

Na terça-feira (17), o jornal francês "Le Figaro" informou que a análise preliminar das caixas-pretas do Airbus, a cargo do BEA, aponta para um erro dos pilotos como motivo do acidente, que matou 228 pessoas.

O BEA, porém, divulgou nota oficial desmentindo as informações. "Dar livre curso ao sensacionalismo publicando informações não validadas, enquanto a exploração dos dados das caixas-pretas apenas começa, é uma infração ao respeito dos passageiros e dos membros de tripulação mortos, e lança perturbação entre as famílias das vítimas."

Na quinta-feira (19), o secretário de Estado de Transportes francês, Thierry Mariani, anunciou que em junho será possível conhecer o resultado da análise das caixas-pretas. Ele disse não ser possível dar um diagnóstico final sobre as causas do acidente até que tenha sido analisado todo o conjunto de informações.

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