Menu
Busca sábado, 06 de junho de 2020
(67) 99659-5905

Falta de independência de programa nuclear recebe criticas de físicos

14 junho 2011 - 15h58

O programa nuclear brasileiro sofre de uma "promiscuidade perigosa" porque o mesmo órgão que fiscaliza as atividades envolvendo energia atômica também financia as pesquisas nesse campo.

Esse é o diagnóstico de uma comissão da SBF (Sociedade Brasileira de Física), que avaliou o estado da área e apresentou suas conclusões durante o Encontro de Física 2011, em Foz do Iguaçu (PR). "A confluência de interesses prejudica a supervisão de segurança", diz Luiz Carlos Menezes, físico da USP e presidente da comissão.

O alvo das críticas dos físicos é a Cnen (pronuncia-se "que nem"), ou Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Menezes lembra que já há a iniciativa de criar uma agência independente de monitoramento, mas ela não avança. "Não duvido que os interesses corporativos da própria Cnen estejam emperrando essa consulta", diz ele.
No relatório, o terceiro produzido pela comissão da SBF, os físicos também abordam o que consideram estratégico para o futuro da pesquisa nuclear no Brasil. Entre as principais demandas da comunidade científica está a criação de um reator multipropósito.

Esse tipo de reator poderia suprir o país com radioisótopos de uso médico, importantes para radioterapia ou diagnóstico e hoje produzidos fora do Brasil. "A construção autônoma também traria qualificação técnica, até para fazermos outros reatores se fosse decidido que é o caso de fazer", diz Menezes.

Nesse ponto, o chefe da comissão é categórico: o país não precisa de mais reatores neste momento, e construí-los equivaleria a simplesmente comprar tecnologia pronta fora, o que seria "tolice", afirma o pesquisador.

Laercio Vinhas, diretor de radioproteção e segurança nuclear da Cnen, diz que, com o passar do tempo, os programas nucleares mundo afora de fato foram ganhando agências de monitoramento independentes."Também pretendemos que haja separação aqui, embora isso não signifique que hoje o trabalho seja malfeito", afirma Vinhas.

"Não estamos contrariando as convenções internacionais porque elas pedem que regulação e fomento sejam funcionalmente independentes, e isso já acontece no interior da Cnen", argumenta.

Fonte: Folha Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSOS
Filho de Flávio Migliaccio desabafa sobre morte do pai
CLIMA
Em sábado frio, temperatura não passou dos 20°C em Dourados
COM PREMIAÇÃO
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul selecionará 150 projetos
MEIO AMBIENTE
Prevenção e combate a incêndios florestais em MS envolverá setor público e privado
SIDROLÂNDIA
Homem que estava desaparecido é encontrado morto sem as orelhas em açude
BRASIL
Prefeito de Santa Quitéria do Maranhão morre por Covid-19
BRASIL
Estudo defende aprimoramento de norma que avalia endividamento público
CAPITAL
Vítima salta de porta-malas com carro em movimento para fugir de bandidos
BRASIL
Bolsonaro defende divulgação atrasada e parcial de dados
SAÚDE
CCZ notifica seis pessoas para limpar quintal neste sábado, em Dourados

Mais Lidas

PANDEMIA
Em disparada, casos de Covid-19 tem novo recorde diário e passam de 400 em Dourados
DOURADOS
Suspeito de apontar arma na cabeça de motoboy para roubar veículo é apreendido
DOURADOS
Empresário que vendeu gasolina sem imposto vê tributo mal usado no país
DOURADOS
Polícia descobre central que abastecia “bocas de fumo” e prende traficante