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Ex-prefeito e ex-diretor da Sanesul continuam na cadeia em Campinas

22 maio 2011 - 06h35

Denunciado em esquemas de corrupção na prefeitura de Campinas, o ex-prefeito de Corumbá, Ricardo Cândia, e o ex-diretor Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Aurélio Cance Júnior, continuam presos.

Eles e os nove presos na operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) estão na cadeia anexa ao segundo distrito policial.

De acordo com o site da EPTV, os detidos ocupam duas celas, com banheiro coletivo e chuveiro frio. Eles têm direito a quatro horas de banho de sol no período da tarde. O grupo foi preso ontem e a prisão é válida por cinco dias.

Neste sábado, só foi permitida a entrada de advogados. No local, as visitas de familiares são permitidas somente às quintas-feiras.

Em Campinas, Aurélio Cance Junior é diretor da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento), e Ricardo Cândia é ex-diretor de Planejamento da prefeitura. No carro de Cândia, a polícia apreendeu R$ 30 mil.

A imprensa nacional trata o grupo como "República de Corumbá". Também de Mato Grosso do Sul, Francisco de Lago, atual secretário de Comunicação em Campinas, está foragido. Ele foi secretário de Cultura em Campo Grande, no mandato de Lúdio Coelho, e também foi presidente da Fundesporte no governo Pedro Pedrossian.

A operação é resultado do aprofundamento das investigações do MPE (Ministério Público Estadual) sobre o esquema de fraudes em concorrências e contratação de serviços pela Sanasa.

Em Campinas, também foram presos os empresário Valdir Carlos Boscatto e Gregório Vanderlei Cerveira. O empresário João Carlos Ibrahim Gutierrez foi preso em Jundiaí. Em São Paulo foram presos os empresários Marcelo Quartim Barbosa de Figueiredo, Luiz Arnaldo Pereira Mayer e Pedro Luiz Ibrahim Hallack.

O empresário João Tomás Pereira Junior foi preso em Jaguariúna. Os empresários Alfredo Ferreira Antunes e Augusto Ribeiro Antunes foram presos em Vinhedo. Os dois também foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma.

Também tiveram a prisão decretada o vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra e o secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto. Além dos empresários Gabriel Ibrahim Guttierrez, Dalton dos Santos Avancini, Ivan Goretti de Deus, Emerson Geraldo de Oliveira, José Carlos Cepera e Maurício de Paulo Manduca. Todos são considerados foragidos.

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