Menu
Busca sexta, 21 de fevereiro de 2020
(67) 9860-3221
CORREIOS

Ex-candidato a vice-presidente Indio da Costa é preso em operação da PF

06 setembro 2019 - 18h35Por G 1

O empresário e advogado Indio da Costa, ex-deputado federal, ex-vereador, ex-secretário do Rio e ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, nas eleições de 2010, foi preso nesta sexta-feira, dia 06 de setembro, em uma operação da Polícia Federal contra um suposto esquema de fraude nos Correios. A informação foi confirmada por fontes da PF e publicada inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A equipe de reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Indio, que foi candidato ao governo do Rio na última eleição, em 2018, candidato à prefeitura do Rio em 2016 e candidato a vice-presidente do Brasil em 2010, na chapa de José Serra.

Na prefeitura do Rio, foi secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, ao lado do atual prefeito Marcelo Crivella (2017 a 2018), e secretário de Administração na gestão de Cesar Maia, entre 2001 e 2006.

Indio foi relator de uma comissão especial que ajudou a criar o projeto da Lei da Ficha Limpa, que impede políticos com condenações em segunda instância de disputar cargos nas eleições.

Fraude nos Correios

Segundo a PF, o esquema era coordenado por empresários, funcionários da estatal e agentes públicos. Onze mandados de prisão preventiva foram cumpridos – 9 no Rio e 2 em São Paulo – e um mandado de prisão temporária foi cumprido em Minas Gerais.

Além de Indio, também foi preso Cleber Isaías Machado, superintendente estadual de Operações dos Correios.

O nome dos outros presos ainda não foi divulgado. A PF informou que foram detidos agentes dos Correios, empresários e funcionários de empresas que eram utilizadas como “laranjas” pela organização criminosa, de acordo com o delegado Cristian Luz Barth, responsável pela investigação em Santa Catarina.

Segundo ele, pelo menos 10 empresas possuíam contratos com os Correios e participavam do esquema criminoso.

A investigação começou em novembro de 2018, após empresários ligados ao esquema tentarem iniciar a atuação do grupo em Santa Catarina.

De acordo com o delegado Cristian Luz Barth, o esquema era tão intrincado que até mesmo cargos nos Correios tinham um preço.

“Havia cargos que custavam de R$ 200 a R$ 250 mil”, explicou.

No entanto, ele não explicou quais cargos seriam esses e como era conduzida essa parte do esquema. Segundo ele, a investigação está em andamento.

O que dizem os Correios

Após a operação, a Polícia Federal divultou a seguinte nota: "Com relação aos mandados cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (6), em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, os Correios informam que estão colaborando plenamente com as autoridades. A empresa permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos. Os Correios reafirmam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência".

Deixe seu Comentário

Leia Também

DEFESA
Major que atirou na cabeça do ex-namorado tinha medida protetiva
OPERAÇÃO LOBO GUARÁ
UEMS é selecionada para participar do Projeto Rondon em 2020
CAPITAL
Diarista cai em buraco na calçada, machuca perna e fica sem trabalhar
STF
Ex-sócio da Telexfree é preso pela PF e pode ser extraditado aos EUA
TRÊS LAGOAS
Técnico de enfermagem apanha em UPA e aciona a polícia
SAÚDE
Brasil monitora apenas um caso suspeito do novo coronavírus
NAVIRAÍ
Por dinheiro, policial facilitava entrada de celulares e droga em presídio
POLÍTICA
Nelsinho Trad oficializa pedido para reativar Parlamento Amazônico
CAMPO GRANDE
Durante discussão, major da PM atira contra o ex-namorado
TENTATIVA
Petroleiros suspendem greve após 20 dias para negociar acordo

Mais Lidas

DOURADOS
Mulher ameaça se jogar de torre no Jardim Guaicurus
DOURADOS
Júri termina com réu condenado a 15 anos por matar desafeto em 2018
DOURADOS
Fechamento e promoções levam multidão a fazer fila em hipermercado
DOURADOS
Polícia vai ao Guaicurus e prende condenado por pedofilia