Menu
Busca sábado, 21 de setembro de 2019
(67) 9860-3221
CORREIOS

Ex-candidato a vice-presidente Indio da Costa é preso em operação da PF

06 setembro 2019 - 18h35Por G 1

O empresário e advogado Indio da Costa, ex-deputado federal, ex-vereador, ex-secretário do Rio e ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, nas eleições de 2010, foi preso nesta sexta-feira, dia 06 de setembro, em uma operação da Polícia Federal contra um suposto esquema de fraude nos Correios. A informação foi confirmada por fontes da PF e publicada inicialmente pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A equipe de reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Indio, que foi candidato ao governo do Rio na última eleição, em 2018, candidato à prefeitura do Rio em 2016 e candidato a vice-presidente do Brasil em 2010, na chapa de José Serra.

Na prefeitura do Rio, foi secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, ao lado do atual prefeito Marcelo Crivella (2017 a 2018), e secretário de Administração na gestão de Cesar Maia, entre 2001 e 2006.

Indio foi relator de uma comissão especial que ajudou a criar o projeto da Lei da Ficha Limpa, que impede políticos com condenações em segunda instância de disputar cargos nas eleições.

Fraude nos Correios

Segundo a PF, o esquema era coordenado por empresários, funcionários da estatal e agentes públicos. Onze mandados de prisão preventiva foram cumpridos – 9 no Rio e 2 em São Paulo – e um mandado de prisão temporária foi cumprido em Minas Gerais.

Além de Indio, também foi preso Cleber Isaías Machado, superintendente estadual de Operações dos Correios.

O nome dos outros presos ainda não foi divulgado. A PF informou que foram detidos agentes dos Correios, empresários e funcionários de empresas que eram utilizadas como “laranjas” pela organização criminosa, de acordo com o delegado Cristian Luz Barth, responsável pela investigação em Santa Catarina.

Segundo ele, pelo menos 10 empresas possuíam contratos com os Correios e participavam do esquema criminoso.

A investigação começou em novembro de 2018, após empresários ligados ao esquema tentarem iniciar a atuação do grupo em Santa Catarina.

De acordo com o delegado Cristian Luz Barth, o esquema era tão intrincado que até mesmo cargos nos Correios tinham um preço.

“Havia cargos que custavam de R$ 200 a R$ 250 mil”, explicou.

No entanto, ele não explicou quais cargos seriam esses e como era conduzida essa parte do esquema. Segundo ele, a investigação está em andamento.

O que dizem os Correios

Após a operação, a Polícia Federal divultou a seguinte nota: "Com relação aos mandados cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (6), em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, os Correios informam que estão colaborando plenamente com as autoridades. A empresa permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos. Os Correios reafirmam o seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência".

Deixe seu Comentário

Leia Também

MEIO AMBIENTE
Traficante de aves foge da polícia ao ser flagrado tentando furtar filhotes de papagaio
MÚSICA
Batalha de Bandas acontece neste sábado na Capital
ITAPORÃ
Durante ação voltada ao meio-ambiente, maconha é encontrada às margens de rodovia
BRASIL
Governo libera quase R$ 800 milhões em emendas parlamentares
GP DE SINGAPURA
Leclerc desbanca Hamilton e Vettel na última volta para conquistar a pole
MUDANÇA
Entenda as novas regras para conduzir as motos 'cinquentinhas'
TRAGÉDIA
Menina de 8 anos morre vítima de bala perdida no RJ
LOTERIA
Mega pode pagar prêmio de R$ 38 milhões hoje
AQUIDAUANA
Caçador é preso com cateto abatido e pescado fora da medida
FLAGRANTE
Dupla é presa com espingardas e munições dentro de veículo

Mais Lidas

SETEMBRO AMARELO
Sem perceber sinais, Silvânia perdeu a filha e hoje reconhece a necessidade da escuta
BARBÁRIE
Após matar criança afogada, pai ligou para ex e inventou sequestro
POLÍCIA
Jovem é executado por pistoleiros em Ponta Porã
DOURADOS
Bêbado é preso após bater carro e derrubar muro