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Escândalo aborta plano eleitoral de Palocci para 2014

05 junho 2011 - 08h41

"Era só o que faltava. Não bastassem os ataques da oposição, agora o tiro de canhão veio de dentro do próprio governo", relatou Antonio Palocci em livro. A frase é de 2006, mas poderia ser facilmente reeditada hoje.

Naquela época, o então ministro da Fazenda pensava em suceder Lula no Planalto, mas teve os planos dinamitados por um caseiro de Brasília. Narrou sua queda no livro "Sobre Formigas e Cigarras", publicado no ano seguinte à sua renúncia.

Reabilitado no poder como homem forte do governo Dilma, um novo golpe veio em 15 de maio, quando a Folha revelou o exponencial crescimento patrimonial do chefe da Casa Civil.

De lá para cá, Palocci perdeu o apoio político entre petistas e viu ruir, pela segunda vez, seu plano de carreira eleitoral: candidatar-se ao governo de São Paulo.

Com o empurrão de Lula, ele se tornou o principal coordenador da campanha de Dilma à Presidência. Foi também com sua bênção que assumiu a gerência política e administrativa do governo.

Nos últimos meses, calculou os passos para recobrar potencial nas urnas. Primeiro, faria uma boa gestão ao lado da presidente. Depois, lançaria-se já em 2014, para tentar tirar do PSDB o maior Estado do país.

Para Lula, Antonio Palocci cabia em medidas exatas no figurino "candidato da tradicional classe média".

As resistências no PT ao ministro, expostas sem cerimônia na atual crise, seriam contornadas diante da combinação de dois fatores: a influência de Lula e a necessidade de talhar um candidato "queridinho" nos estratos mais ricos de São Paulo.

Se Dilma chegou a ser considerada no PT a ponte para abrir os caminhos da classe média no Estado, Palocci era a personificação desse projeto. Nos anos à frente da Fazenda, fundou no mundo financeiro e empresarial a imagem de pilar da estabilidade macroeconômica.

###SILÊNCIO

Em 2006, a quebra de sigilo do caseiro Francenildo da Costa levou Palocci para longe do jogo sucessório. Em 2010, voltou ao ringue pelos braços de Dilma. Meses depois, foi nocauteado quando a Folha mostrou que ele multiplicou por 20 seu patrimônio em apenas quatro anos.

Palocci passou as últimas semanas tentando se equilibrar. Esperava um esfriamento da notícia na primeira semana e apostou no silêncio. Na última quinta, o ministro exibia semblante abatido e, segundo colegas, já começava a constatar que a estratégia de não falar por tanto tempo havia se revelado perigosa.

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