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ECONOMIA

Dólar fecha em queda na expectativa por decisões de juros nos EUA, zona do euro e Brasil

22 julho 2019 - 18h05Por G1

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (22), em meio à expectativa pelas decisões sobre os juros nos Estados Unidos, Brasil e zona do euro, com a reunião do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira.

A moeda norte-americana caiu 0,21%, a R$ 3,7377. 

Cenário externo

"Nos últimos dias, toda a questão de cenário melhor, perspectiva de juros mais baixo lá fora, Previdência tendo andado bem aqui fez com que a moeda permanecesse bem nesse patamar", afirmou à Reuters o economista-chefe da Geral Asset, Denilson Alencastro.

O mercado adota compasso de espera em semana que deve ter agenda tranquila, antes das decisões de juros de bancos centrais ao redor do mundo, a começar pelo Banco Central Europeu nesta quinta-feira.

Mercados financeiros precificavam mais de 50% de chance de o BCE fazer um corte de 10 pontos básicos na taxa de juros e investidores em títulos esperam ao menos uma promessa clara de ação em setembro.

Com relação aos Estados Unidos, as expectativas de um corte de 0,5 ponto percentual diminuíram ainda mais depois que o Wall Street Journal noticiou que o Federal Reserve (banco central dos EUA) deve cortar os juros em 0,25 ponto quando se reunir no final do mês, e pode fazer novas reduções no futuro dado o crescimento global e as incertezas comerciais.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.

Cenário local

Internamente, participantes do mercado acompanham eventuais desdobramentos ligados à agenda econômica em meio ao recesso no Congresso e há atenção para as recentes declarações controversas do presidente Jair Bolsonaro e seu impacto nas relações do Executivo com outros Poderes.

Agentes financeiros também trazem no radar a decisão do Copom na próxima semana, sob expectativa de que o BC reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual.

"O importante é entender a questão do Copom. Todo mundo estava na expectativa dado que nas últimas comunicações por parte do BC, eles têm colocado que dependiam um pouco da reforma (da Previdência)", afirmou Alencastro à Reuters.

Segundo ele, agora que a reforma avançou consideravelmente, o Banco Central já tem um argumento para reduzir os juros. "Já é um tendência interessante".

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