Menu
Busca segunda, 16 de setembro de 2019
(67) 9860-3221

Costureira quer continuar presa com medo de não arrumar emprego

06 janeiro 2013 - 09h55

A história de Viviane Cristina de Oliveira, de 37 anos, poderia ser facilmente confundida com a de muitas outras mulheres casadas com presidiários no Rio de Janeiro. Isso se não fosse por uma diferença: por causa da prisão do marido, ela acabou se envolvendo com atividades ilícitas para sustentar a casa.

Presa por tráfico de drogas e condenada a 16 anos e dez meses, Viviane teve que passar quase quatro anos e meio presa em regime fechado na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Bangu. 'Pensei que tudo tinha acabado para mim, que tinha perdido tudo, meus filhos. Tenho dois filhos (hoje com 21 e 14 anos) e eles tiveram que ficar com a minha sogra. Ela acabou me ajudando muito, porque eu estava arrasada lá dentro', conta.

Por meio de uma agente penitenciária que conheceu antes de ser presa, quando ainda ia visitar seu marido no complexo prisional, Viviane acabou reorganizando sua vida e voltou a costurar dentro do presídio. "Ela me botou na cozinha e, quando saiu minha sentença, me transferiu (para a oficina de costura)."

O trabalho na oficina de costura do presídio deu certa segurança a Viviane. Mas, quando ficou sabendo que sua pena poderia progredir para regime semiaberto (quando o preso ganha o direito de passar o dia na rua e voltar para a prisão apenas para dormir), foi tomada por um grande medo. Ela sabia que não seria fácil arrumar um emprego fora da cadeia.

"Quando estava para passar para o semiaberto, eu ia negar. Eu falei: 'estou para ir para o semiaberto, mas não quero ir, porque as condições lá são nenhuma. Se eu ganhar (o semiaberto), eu vou acabar evadindo (fugindo do sistema)", disse.

Com a garantia de que conseguiria um emprego como costureira na Fundação Santa Cabrini, órgão do governo fluminense responsável por ajudar presos e ex-presos a arrumar trabalho, Viviane saiu do regime fechado. Há sete meses no semiaberto, hoje ela pode sair às ruas e ainda ganhar dinheiro para realizar o sonho de montar uma confecção de roupas.

"Me envolvi no tráfico mais ou menos para ter dinheiro. Acabei me envolvendo muito e não dava para voltar. Mas já tinha essa vontade (de montar uma confecção). Já tenho máquinas e vou comprar outras, porque isso é o que eu quero fazer. E, com a confecção, vou ver se consigo resgatar mulheres como eu."

Deixe seu Comentário

Leia Também

NOTIFICAÇÕES
Agehab notifica beneficiários por inadimplência e publica prazo de 10 dias para regularização
NAVIRAÍ
Ministério Público realiza reunião inédita de Mediação Sanitária
ECONOMIA
Com 22% das vagas disponíveis no Estado, saiba o que faz um auxiliar de produção
BRASIL
Bolsonaro receberá alta à tarde e retorna a Brasília ainda hoje
PEDRO JUAN
Brasileiro é atacado por pistoleiro ao chegar em empresa na fronteira
CAMPO GRANDE
Traficante morre após trocar tiros com a polícia
DOURADOS
Remanescentes do concurso da Guarda entregam alimentos no Lar Ebenezer
DOURADOS
Carro roleta Marcelino, bate em moto e deixa jovem ferida
DOURADOS
Carlos Dobes é exonerado da Secretaria de Planejamento para ser titular da Fazenda
PELA VIDA
Dourados terá “Concerto para a Vida“ no dia 28

Mais Lidas

TRAGÉDIA
Homem morre e três ficam em estado grave em acidente na MS-429
MS
Motorista morre após bater carro em árvore em rodovia
POLÍCIA
Adolescente capota carro com droga na BR-463
DOURADOS
Jovem é preso com cocaína e crack avaliados em R$ 100 mil na rodoviária