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Código Florestal, a vontade do povo brasileiro

06 junho 2011 - 08h21

A derrota que os congressistas infligiram ao governo da presidente Dilma na semana passada na votação do novo Código Florestal tem muito pouco a ver com divergências nessa nova lei. Tem, sim, mais a ver com a defesa do direito à propriedade.

Um brasilianista, estrangeiro estudioso dos assuntos brasileiros, – e isso faz tanto tempo que nem teria como lembrar-lhe o nome – escreveu ter observado em suas pesquisas que os brasileiros diferiam dos demais povos por terem, como seu grau de honra mais elevado, a defesa da propriedade.

Outros povos têm como ponto de honra maior, uns defendendo em primeiro lugar a religião, como fazem os muçulmanos, por exemplo; ou, então, assim como a maioria de outros povos faz, a defesa da pátria; ou mesmo a defesa da honra amorosa, enquanto que a maioria dos brasileiros tem na defesa da propriedade o grau mais alto de suas prioridades.

Hoje se pode constatar que esse brasilianista era bom observador. Na Câmara dos Deputados, apesar das acusações que pesam contra grande parte de seus membros, mesmo assim, lá se manifesta a vontade do povo brasileiro. Aliás, bem especificada porque muito bem distribuída por todos os estados do país através de seus representantes.

Foi com esse espírito de defesa da vontade dos brasileiros que os deputados disseram claramente ao governo – ou melhor, especificamente à esquerda obstinada que teima em defender interesses de ONGs dissimuladas – que os direitos à propriedade serão defendidos como questão de honra máxima. Infelizmente o governo não entendeu o recado e espera reverter no Senado o que perdeu na Câmara. Vai “quebrar” a cara de novo; pode anotar.

O Senado, hoje presidido pelo pai do deputado Zequinha Sarney, um neo-defensor ambientalista, com certeza aplicará ao máximo o direito de procrastinar qualquer votação. Vai demorar pelo menos o tempo suficiente para que os ânimos acalmem. Mas dizer que, com isso, haverá grandes mudanças no Código Florestal, é pura ilusão. Qualquer alteração que fira o direito de propriedade, como pretende a esquerda vingativa terá de ter nova votação na Câmara e lá, tanto os Sarney, quanto ONGs dissimuladas sofrerão novas derrotas.

Você lembra quando nós produtores defendíamos a liberação das sementes transgênicas e a esquerda capitaneada pelo PT se opunha radicalmente à sua aprovação? A esquerda e as ONGs a serviço de interesses alienígenas, quebraram a cara. Quem pagou a conta no atraso das pesquisas em sementes transgênicas foi a Embrapa, o Brasil e nós produtores que hoje usamos sementes de origem argentina e pagamos royalties à Monsanto.

Sim, os produtores desmataram muito para plantar soja, algodão e milho por este Brasil afora. É verdade que eles destruíram grande parte do cerrado em todas as regiões deste país e até boa parte da Floresta Amazônia. Só não esqueça que foram incentivados pelo governo federal. Quem disse “Plante que o João garante” não era da esquerda e nem do PT e talvez por isso a esquerda vingativa queira cobrar multas injustas; queira impor reposições exageradas.

Mais uma vez vai quebrar a cara porque, assim como na questão dos transgênicos, o desmatamento é fato consumado. Agora o que melhor pode ser feito está no Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados.

Apesar de suas crises e seus escândalos, a Câmara dos Deputados, ainda é o poder que melhor representa a vontade do povo brasileiro.



Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

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