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Brasileiros ficam feridos em confronto com camponeses no PY

12 dezembro 2009 - 14h26

É cada vez mais tenso o clima nas regiões agrárias do lado paraguaio da fronteira, não apenas entre sem-terras e produtores rurais brasileiros, mas também entre autoridades e supostos guerrilheiros que estariam treinando sem-terras e pequenos produtores para atividades ilegais.
No departamento (estado) de Caaguazú, mais especificamente no município de Mariscal López, a cerca de 100 quilômetros da Ponte da Amizade, o clima de tensão chegou a extremo quando agricultores brasileiros foram feridos à bala e a pauladas, supostamente por agricultores sem-terra acampados nas terras das próprias vítimas.
O fato teria ocorrido por volta do meio-dia da quinta-feira (10), quando o agricultor Romildo Gobi (63), seu filho Ademir (24) e um terceiro homem identificado como Wagner Renner (20), preparavam-se para pulverizar os cultivos da propriedade.
Naquele momento, tiros foram disparados de uma área de mata próxima à plantação, ferindo os agricultores no braço e na cabeça. Não contentes com os tiros, os assentados teriam ainda agredido as vítimas a pauladas.
Socorridas, as vítimas foram levadas para um hospital na localidade de Yguazú e, posteriormente, a um hospital privado em Ciudad del Este, para exames mais detalhados.
Ouvido pelo Diário Última Hora, o agricultor Odir Gobi, filho do dono da propriedade, declarou que os agressores seriam assentados que invadiram parte das terras e que, por conta de um acordo com os proprietários, vivem sem serem incomodados na área invadida. No entanto, de acordo com a denúncia, os assentados não respeitam o acordo, culminando com as agressões noticiadas.
“Eles vivem dentro de nossas propriedades e cada família tem lugar onde plantam produtos de autoconsumo. Nós chegamos a um acordo com eles, que respeitaríamos suas plantações para que eles respeitem nossos trabalhos. Nós cumprimos, mas eles não, e atuaram desta maneira sem razão lógica”, expressou.
Guerrilheiros
Uma denúncia feita pela Câmara Municipal de Minga Guazú, vizinha a Ciudad del Este, dá conta de que a polícia e autoridades judiciais do departamento (estado) de Alto Paraná estariam negligenciando a suposta presença de guerrilheiros em um assentamento local, onde suspeita-se de atividades que os assentados recebam treinamento guerrilheiro.
Conforme noticiou o Diário Última Hora, o assentamento citado localiza-se nas imediações do Km 30 da Ruta Internacional VII, a igual distância da Ponte da Amizade.
O Última Hora informa também que o vereador Gerardo Brítez denunciou que o acesso ao mencionado assentamento é controlado por seguranças privados. Dirigentes de assentamentos estão sendo investigados por conta do recente atentado a policiais que ofereciam proteção à propriedade vizinha.

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