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Brasil tem 24 milhões de analfabetos, diz IBGE

02 dezembro 2003 - 14h08

O número de não-alfabetizados brasileiros é quatro vezes maior que o de brasileiros com curso superior completo. A conclusão é do Censo 2000 sobre educação, divulgado hoje pelo IBGE, que aponta a existência de 24 milhões de analfabetos no País, ou 84% da população acima dos 5 anos. Embora ainda seja alta, a proporção de analfabetos com 5 anos ou mais caiu significativamente na última década: de 25,1% em 1991 para 16,7% no Censo de 2000. Em número absolutos, isso mostra que são sete milhões de analfabetos a menos. Entre o total de alfabetizados com 5 anos ou mais de idade (129,3 milhões), mais da metade é formada por pessoas que se declararam brancas (56,8%), seguidas pelas pardas (35,9%), pretas (5,8%), amarelas (0,5%) e indígenas (0,4%). Em relação à população não-alfabetizada (24 milhões), 51,5% são pardos; 37,2%, brancos; 9,5%, pretos; 0,8%, indígenas e 0,2%, amarelos. No entanto, deve-se ressaltar que, a análise de informações de cada grupo de cor, isoladamente, indica resultados bem diferentes. Por exemplo, na população total de indígenas (652 mil pessoas), 30,2% não são alfabetizados, o maior percentual. Em seguida estão os negros, cuja população é de 9,8 milhões e o percentual de não-alfabetizados é 23,2%. Em relação aos pardos, com população de 58,7 milhões, o percentual é de 21,1%; entre os 82,4 milhões de brancos, 10,9% e dos 720 mil amarelos, 6,6% não são alfabetizados. Apesar da melhoria da situação educacional ao longo dos anos, principalmente na faixa etária de 10 a 14 anos, cujo percentual de crianças freqüentando escola é quase universal (94,6%), as informações sobre o acesso à escola mostram que apenas 1/3 da população brasileira estuda. Em outras palavras, entre a população de quase 170 milhões, pouco mais de 53 milhões (31,4%) freqüentam escola. E quanto menor o rendimento mensal familiar, menores são as possibilidades de freqüência a um estabelecimento de ensino. No grupo de 4 a 7 anos de idade, formado por um total de 13,3 milhões de crianças, cerca de 31% (4,1 milhões) estão fora da escola no país. Nos municípios das capitais a situação não é melhor: de um total de 2,8 milhões de crianças de 4 a 7 anos, quase 690 mil não estudam (24,4%).

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