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Brasil quer comando estrangeiro no time masculino de basquete

11 dezembro 2009 - 08h18

Mesmo que não acerte a renovação com o técnico espanhol Moncho Monsalve, a seleção brasileira masculina de basquete deve permanecer sob o comando de um estrangeiro. A intenção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) é expressa até mesmo de forma contratual com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Uma das metas da entidade, estabelecidas quando ainda era gerenciada por Grego Bozikis, é a permanência de um treinador de fora do país no comando. "Manter a contratação do técnico estrangeiro na seleção masculina e criar uma comissão técnica para cada categoria uniformizando a metodologia de treinamento", diz o plano de metas da CBB, enviado no fim de 2008 ao COB para justificar a aplicação de recursos da Lei Piva neste ciclo olímpico.
Apesar de não ter conhecimento desse planejamento, o diretor do departamento masculino da CBB, Vanderlei Mazzuchini, não cogita, no momento, ir contra a meta da antiga administração e contratar um brasileiro para o cargo. "O técnico da seleção masculina deve ser um estrangeiro, até para dar uma reciclada", disse Vanderlei. "Mas [a manutenção de um estrangeiro no comando] não deve ser uma regra. Tem que ser o melhor [técnico] no momento."
No último encontro com o presidente da CBB, Carlos Nunes, no fim de novembro, Moncho liberou a entidade para conversar com outros treinadores enquanto não é fechado o acordo. Até o momento, porém, a entidade ainda não entrou em contato com outro técnico. A direção da CBB viaja neste domingo para a Turquia, onde será realizado o sorteio do Mundial de 2010. Após o evento, os dirigentes viajam para a Espanha para encontrar Moncho e discutir o contrato.
"Também acho que as coisas estão demorando para se acertarem. O ideal era termos tudo pronto até a Olimpíada de 2016, mas pegamos a administração no meio do caminho. Por isso estamos fazendo as coisas com calma, para tentar não errar", justificou Vanderlei. Nunes assumiu o comando da CBB em maio deste ano.
A definição da permanência de Moncho, porém, não deve ocorrer no dia 17, como disse Nunes. "Só chegaremos a Murcia [cidade onde Moncho mora] no dia 19", avisou Vanderlei. Em recuperação de uma cirurgia na coluna, Moncho ainda utiliza uma bengala para se movimentar, mas espera seguir no cargo e retomar o trabalho no Brasil, em fevereiro. "Por razões familiares, minha intenção era de ficar só até o fim do Mundial. Mas como tudo está bem agora, gostaria de seguir mais tempo trabalhando com o basquete, se possível com o Brasil", disse Moncho.
Desde janeiro de 2008 à frente da seleção, o espanhol coleciona algumas críticas por conta de seu temperamento forte, algumas até mesmo desferidas por dirigentes da atual administração da CBB. Os possíveis problemas de relacionamento, porém, não são vistos como um empecilho, pelo treinador. "Meu nível elevado de exigência, não só no campo esportivo, pode ser um ponto complicado, até por causa das diferentes percepções das pessoas. Mas está claro que eu é que devo fazer algumas mudanças. Afinal, é mais fácil uma pessoa fazê-las do que as 18 que compõem o grupo", falou Moncho.

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