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Brasil lidera estudo mundial sobre células-tronco

03 fevereiro 2005 - 13h56

O Brasil vai liderar o maior estudo com células-tronco adultas para tratamento de doenças do coração já realizado no mundo, pela quantidades de casos a serem avaliados e pelo número de instituições envolvidas.
São quase 40 instituições médicas e de pesquisa avaliando 1.200 pacientes portadores de quatro enfermidades, infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica crônica do coração, cardiomiopatia dilatada e cardiopatia chagásica.
 A pesquisa já em desenvolvimento no país para um tratamento efetivo contra a doença de Chagas, por exemplo, é inédita no mundo. O ministro da Saúde, Humberto Costa, anuncia o início do estudo, hoje à tarde, em solenidade no Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL), no Rio de Janeiro.
 A iniciativa tem o nome de Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias e envolverá recursos da ordem de R$ 13 milhões, previstos no orçamento do Ministério da Saúde. O objetivo é substituir tratamentos cardíacos tradicionais, que incluem cirurgias, medicamentos e até transplantes, pela terapia com células-tronco.
Essas células têm sido estudadas há alguns anos para cura de diversas doenças, inclusive degenerativas como o Mal de Alzheimer.
Abundantes em embriões e, em menor quantidade, em tecidos celulares mais maduros como o cordão umbilical e a medula óssea, as células-tronco são as matrizes que se especializam para dar origem a células de órgãos específicos como neurônios, do músculo cardíaco, fígado, pele etc.
Segundo o ministro, o governo decidiu investir na terapia celular porque a técnica vem apontando resultados promissores no mundo todo e oferece um tratamento menos invasivo, com uma cirurgia mais simples e com menos tempo de internação.
 A pessoa que tem células-tronco implantadas no coração volta para casa no dia seguinte. Além disso, observou Costa, haverá uma economia da ordem de R$ 450 milhões por ano nos gastos com o tratamento de doenças coronárias.
 Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o governo desembolsou, em 2003, R$ 500 milhões com consultas, cirurgias para implante de ponte de safena ou mamária, transplante, internação e distribuição de medicamentos para hipertensão e melhoria de insuficiência cardíaca.
Calcula-se que, ao substituir o transplante pela terapia celular, o custo do tratamento seja reduzido em 10 vezes.

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