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Brasil e Argentina abrem suas primeiras escolas públicas bilíngües

04 março 2005 - 17h58

As primeiras escolas públicas bilíngües do Brasil começam a funcionar no próximo dia 10 de março. Trata-se de um projeto acertado no ano passado, em reunião do Mercosul em Minas Gerais, e desenvolvido em parceria com a Argentina. No programa, alunos da 1ª série de quatro escolas na região de fronteira (duas brasileiras e duas argentinas) passarão a ser alfabetizados em português e em espanhol. "Nós [Brasil] estamos trabalhando para aumentar a integração do Mercosul, e se ela deve ser também cultural, precisa passar pela educação", afirma o secretário de Educação Básica (SEB) do MEC (Ministério da Educação) Francisco das Chagas Fernandes. Ele participa do lançamento do projeto "Escolas Bilíngües em Zonas de Fronteira" hoje, ao lado dos ministros da educação do Brasil e da Argentina, Tarso Genro e Daniel Filmus.O lançamento será na Escola Estadual de Educação Básica Theodureto Carlos de Faria Souto, município de Dionísio Cerqueira (Santa Catarina). A instituição tem 1.067 alunos, de ensino fundamental e médio. A escola espelho, que fará o intercâmbio no país vizinho, é Escola de Educação Geral Básica Mayor Juan Carlos Leonetti, com 400 estudantes, em Bernardo de Irigoyen, província de Misiones. As outras duas escolas ficam na fronteira de Uruguaina (Rio Grande do Sul) com Paso de los Libres, província de Corrientes. A Escola Municipal de Ensino Fundamental localizada no Caic de Uruguaiana (835 alunos) fará a interação com a Escola de Educação Geral Básica Vicente Eládio Verón, (809 estudantes).Rotina"Os professores, que receberam treinamento especial, já são versados nas duas línguas. Com o tempo, eles vão trabalhar as duas no decorrer das aulas, e não separadamente. Não terá um dia para as aulas de espanhol, por exemplo. O ensinamento vai ocorrer durante as aulas de língua portuguesa, matemática, ciências", explica Chagas. Ele ressalta, porém, que será dado destaque à "língua materna" de cada aluno.Em um primeiro momento, as instituições atuarão em dupla, formando uma unidade operacional. Duas vezes por semana, professores de português das escolas brasileiras e de espanhol das escolas argentinas vão atravessar a fronteira para dar aulas no país vizinho. Nessa etapa do projeto, as aulas serão orais e pautadas pelo lúdico, pela brincadeira o MEC, porém, enviou livros infantis em português e espanhol para as quatro escolas. A intenção é fazer com que a criança goste da segunda língua, se interesse em aprender, entenda e tenha certo domínio da produção oral.Os estudantes da 2ª a 4ª série serão incluídas no projeto, segundo o secretário do MEC, a partir de 2006.

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