Menu
Busca quinta, 20 de setembro de 2018
(67) 9860-3221

Brasil Carinhoso pode baixar pobreza extrema infantil a 0,6%

27 dezembro 2012 - 16h55

O Programa Brasil Carinhoso tem a capacidade de reduzir a pobreza extrema entre crianças de 0 a 15 anos a um patamar residual, segundo estudo lançado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A Nota Técnica nº 14 da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), intitulada O Bolsa Família depois do Brasil Carinhoso: uma análise do potencial de redução da pobreza extrema, revela que, se o desenho atual do programa tivesse sido implementado em 2011, a taxa de pobreza extrema entre a população de 0 a 15 poderia ter caído para apenas 0,6%.

A Nota Técnica explica as mudanças pelas quais o desenho do Programa Bolsa Família (PBF) passou de 2003 a 2011. Durante esse período, constatou-se que a iniciativa era mais efetiva entre famílias que contavam com renda própria mais próxima de R$ 70, mas não conseguia resgatar da pobreza extrema famílias sem renda, ou com renda muito baixa.

“As famílias que eram extremamente pobres e que tinham crianças de 0 a 5 anos, mesmo recebendo o benefício, continuavam extremamente pobres. Agora, o benefício deixa de ser pago em função da composição familiar e passa a ser pago em função do hiato de pobreza, ou seja, do quanto falta para a família deixar de ser extremamente pobre”, afirmou Rafael Guerreiro Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, ao explicar de que forma o Programa Brasil Carinhoso, implementado em 2012, impactou o desenho do PBF.

De acordo com Osorio, que detalhou a Nota Técnica, já durante o primeiro reajuste do PBF em 2011, primeiro ano do governo atual, ficou patente a determinação de se privilegiar as crianças. “De 2011 para 2012, ao contrário dos demais benefícios básicos por criança e jovem, a transferência média por beneficiário aumentou. Isso já é efeito do Brasil Carinhoso”, declarou o diretor de Estudos e Políticas Sociais.

Mesmo com o desenho antigo, em 2011, o PBF conseguiu reduzir a taxa de pobreza extrema da população de 5,3 para 3,4%, e a taxa de pobreza da população de zero a 15 anos de 9,7 para 5,9%. Contudo, segundo a simulação presente no estudo – que não tem valor de previsão –, se implantado no ano passado, o Brasil Carinhoso poderia ter levado essas taxas a, respectivamente, 0,8% e 0,6%. “Teríamos a conquista histórica de atingir uma taxa de pobreza extrema entre a população de 0 a 15 anos menor ou igual à taxa registrada entre a população total. Trata-se de uma revolução de nossa política social”, ressaltou Osorio.

O diretor do Ipea disse, ainda, que “a redução de pobreza em 2013 será muito maior com o Brasil Carinhoso, sem dúvida, do que seria sem o programa, ou se permanecêssemos com o desenho antigo do Bolsa Família”. Ele sugeriu, também, que esse desenho mais racional e efetivo proporcionado pelo Brasil Carinhoso seja estendido progressivamente às demais famílias do PBF, considerando o espaço fiscal disponível para isso.

Década das crianças

O lançamento do estudo, às 11h, contou com uma contextualização apresentada pelo presidente do Ipea, Marcelo Neri. Ele lembrou que a taxa de pobreza infantil é superior à de outros grupos da sociedade brasileira. “Se você quer atacar os mais pobres dos pobres, as crianças são um alvo privilegiado dentro desse objetivo”, afirmou Neri. Segundo ele, a década de 1990 foi mais devotada à melhoria de condições dos idosos, e a última década – com os programas de transferência de renda condicionada que visam às crianças e utilizam as mães como canal – teve como foco as crianças.

O presidente do Ipea apresentou números que deixam clara a melhoria da situação das crianças no país durante os últimos anos. “Em 10 anos, a mortalidade infantil caiu 10% no Brasil. Entre as crianças de 0 a 4 anos, houve redução de 21 pontos percentuais na pobreza de 2001 a 2011. Algo está acontecendo, e não é mais do mesmo. O jogo mudou”, disse Neri.

O Programa Bolsa Família é uma transferência de renda mensal do governo federal para famílias pobres e extremamente pobres inscritas no Cadastro Único dos Programas Sociais. O estudo lançado nesta quarta-feira, com transmissão ao vivo pelo Portal Ipea, é assinado por Osorio e por Pedro H. G. Ferreira da Souza, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CINEMA
Com Jack Black, "O Mistério do Relógio na Parede" traz fantasia na medida certa
TACURU
Tiroteio em bar termina com homem morto e dois feridos
HOMENS
Urologistas alertam sobre os principais problemas de saúde masculinos
GERAL
Grupo ABV distribui mudas de árvore em Dourados
MINAS GERAIS
Pico da Bandeira, terceiro maior do Brasil, é objeto de desejo dos visitantes; conheça
FUTEBOL
Bahia e Botafogo fazem duelo brasileiro pela Sul-americana
ATENÇÃO MENINAS
Jasmine, Tiana e outras princesas da Disney inspiram coleção linda de make
DOURADOS
Homem encontrado caído morre no HV e família suspeita de atropelamento
QUINTA DO CHOCOLATE
Bolo de cacau com cobertura de chocolate é a dica de hoje
CONTRABANDO
Carro com 1,5 mil pacotes de cigarros é apreendido

Mais Lidas

DOURADOS
Colisão frontal mata passageiro de caminhonete e deixa três pessoas feridas
DOURADOS
Homem esfaqueado pelo filho morre no Hospital da Vida
BR-163
Acidente envolvendo caminhão e caminhonete deixa dois em estado grave e um morto
DOURADOS
Ladrão é amarrado por populares após tentar roubar bolsa de mulher