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Brasil Carinhoso acaba com o ciclo de pobreza entre gerações

04 dezembro 2012 - 18h15

#####Assessoria

A dona de casa Samara Adriana da Conceição Guariroba, 26 anos, estudou apenas até o quarto ano do ensino fundamental. Ainda adolescente, engravidou e, então, não voltou à escola. Ela é beneficiária do Programa Bolsa Família e também recebe o Benefício de Superação da Extrema Pobreza (BSP), da Ação Brasil Carinhoso, porque tem crianças com até 6 anos. Samara tem consciência de que está saindo da linha da extrema pobreza por causa da política social do governo, que oferece à geração de seus filhos condições que ela não teve quando criança e queria estudar e precisava de cuidados de saúde, além de renda familiar.



“Se eu tivesse estudado, a gente não viveria do jeito que vive. Não teria uma vida difícil”, diz Samara, que mora em uma área de invasão em Planaltina, no Distrito Federal. Com ela vivem nove crianças, além do marido, que está desempregado. Mas, com as condicionalidades do Bolsa Família – por meio da qual a saúde e a educação das crianças são acompanhadas –, a história de vida de Samara não tende a se repetir com as crianças. O filho mais velho, Carlos Henrique da Conceição Oliveira, 11 anos, superou a mãe em escolaridade. Ele já está no quinto ano do ensino fundamental. Os irmãos de Carlos Henrique em idade escolar também estão estudando. Com isso, a família cumpre a exigência do programa.



Samara tem sete filhos e dois enteados. Há quatro meses, recebe o benefício do Brasil Carinhoso, que, a partir do dia 10 deste mês, será ampliado a todas as famílias inscritas no programa de transferência de renda que tenham filhos de até 15 anos. Com o Brasil Carinhoso, o governo garante que a renda mínima de cada integrante da unidade familiar supere o patamar de R$ 70 por mês, retirando-os da extrema pobreza. “Não são nove pessoas que se viram. São nove pessoas que precisam”, diz a dona de casa, referindo-se às crianças.



Carne no almoço – Com a saída da extrema pobreza, não foi só a renda da família que aumentou, mas houve, sobretudo, uma melhora na vida de seus filhos. O almoço, que se resumia a arroz e feijão, agora tem carne. “Frango, carne, verdura, eu não conseguia comprar. Agora consigo.”

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