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Alta da passagem interfere no mercado de agências de viagens

02 janeiro 2013 - 10h39

O setor da aviação civil passa por um momento complicado. A alta do dólar, o aumento do preço do combustível e o fraco ritmo da economia global contribuíram para a uma baixa na rentabilidade das empresas. A solução foi aumentar o valor das passagens áreas e reduzir a oferta, medidas que afetam diretamente as agências de viagens. "O número de passageiros pode diminuir", avalia Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). "Mas a receita aumenta."
br> Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), em novembro houve uma queda de 2,35% no volume de passageiros transportados, enquanto a oferta de lugares diminuiu 5,62% em relação ao mês anterior - ou seja, os aviões estão partindo com uma taxa de ocupação mais elevada.

Mas, para Edmar Bull, quem tem uma agência de turismo não deve se preocupar. "A maior parte das pessoas que aproveita desses valores baixos trata direto com a companhia", afirma. "Quem procura uma agência é justamente para montar roteiro, pacote e pedir dicas. Isso vai continuar normalmente. A influência é pequena."

Para o setor de agências online, como Decolar.com, Submarino e Viajanet, a situação não é tão otimista. A alta dos preços incentivou uma esfriada no mercado. "Já notei uma diminuição", relata Edmar.

Viagens de negócios

No âmbito de agências corporativas, o cenário é mais animador. "Nossa expectativa é de crescer 30% no ano que vem", afirma Lenini Lamounier, diretor comercial do Grupo Master. "Se, por um lado a tendência é que as empresas repensem e aprimorem a política de viagens, por outro elas ainda precisam se locomover. Haverá um impacto, mas não a ponto de as pessoas optarem pelo transporte rodoviário."

Mesmo com o panorama positivo, é importante que as empresas especializadas em viagens corporativas busquem alternativas. "Par um cliente que está acostumado a pegar um voo às 7 horas e voltar às 19 horas, pode ser melhor pegar o voo ao meio-dia, dormir na cidade e voltar no dia seguinte", sugere Lenini. "Com isso, ele consegue uma tarifa mais barata do que ir e voltar na mesma data."

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