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ARTIGO

Aposentadorias parlamentares, magras ou gordas?

01 junho 2015 - 19h15

MANOEL AFONSO

Três fatos inspiram o tema: o fator previdenciário, a polêmica envolvendo a aposentadoria do ex-governador Pedrossian relativa ao Estado Mato Grosso e a lista recém-divulgada de parlamentares de nosso Estado que recebem aposentadoria por força do exercício de mandato (s) no Congresso Nacional.

Vale reproduzir aqui – como ilustração - os dados do site Congresso em Fóco sobre os parlamentares beneficiários de MS. São eles: com R$13.167,60 – Valter Pereira e Saulo Queiróz; com R$8.778,39 – George Takimoto, Marilú Guimarães, Marcelo Miranda, Sergio Cruz, Walter de Castro e Waldir Guerra.

Evidente que no imaginário popular há indignação sobre as discrepâncias aviltantes em matéria de aposentaria, quando se compara o valor dos benefícios pagos ( aos pobres mortais) pelo INSS com as pagas pelas autarquias, sociedades de economia mista e poderes públicos em geral, onde as mágicas imorais ( mas legais) incham os ganhos.

É certo que só o fato de grande parte dos aposentados chamados de Marajás pelo ex- presidente Collor, esconderem os números reais de suas aposentadorias, já sucinta sérias dúvidas sobre os critérios ou mecanismos utilizados com tal fim. Aproveitaram as brechas das leis – criadas de encomenda – e se deram bem! Dane-se o resto.

Não tem sido diferente, por exemplo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Grande parte dos ex-deputados não tem do que reclamar da generosidade dos critérios que funcionaram por muito tempo. Mas também lá o assunto é tratado com muita discrição. Jamais um ex-deputado foi visto exibindo o comprovante do valor de sua aposentadoria.

Há quem sustente a tese hilária de que se tivesse sido adotado o critério da produtividade para aferir o valor das aposentadorias parlamentares, certamente que suas ‘ ex-excelências’ estariam recebendo muito menos. Não foram poucos aqueles que apenas passaram pelo parlamento, sem uma contribuição marcante em prol de melhores dias da sociedade como um todo.

Mas enfim; o assunto está posto para a análise e conclusão do leitor – aposentado ou não. Claro que o tema é complexo, mas nunca é demais abordá-lo para demonstrar que nem todos da imprensa adotam o conformismo. Se esse é um país de todos, nada mais justo a garantia da velhice digna sem exceções.

De leve.

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