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Após outra morte, Funasa tira crianças índias do HM

11 março 2005 - 07h17

Depois de mais uma morte, ontem à tarde, de uma criança indígena no Hospital da Mulher, em Dourados, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) fará hoje a transferência das cinco crianças internadas na unidade de saúde. Duas serão levadas hoje para Campo Grande e as outras três para o hospital da Missão Caiuá, na reserva indígena. Outra criança já foi encaminhada ontem para internação na capital. A Funasa vai pedir, ainda, que a Prefeitura de Dourados apure se as mortes no HM foram causadas por infecção hospitalar. A menina Suiane Hilton Machado, de três meses e vinte dias, foi a quarta criança indígena a morrer no Hospital da Mulher em apenas nove dias, sendo três delas de Dourados e uma de Paranhos. De acordo com a mãe da menina, Solange Hilton, que ficou 11 dias com a filha no HM, as quatro crianças estavam internadas no mesmo quarto. “Eu disse para as enfermeiras que não queria que minha filha ficasse naquele quarto assassino”, afirmou ao Diário MS, logo após a morte da criança. Segundo o atestado de óbito, as causas da morte foram infecção generalizada e intestinal. Os atestados de óbito das outras quatro crianças também apresentaram entre as causas das mortes infecção generalizada. Solange, moradora da aldeia Jaguapiru, conta que a filha foi internada com diarréia e febre alta. “Ontem ela chorou a noite inteira, tinha diarréia com sangue e recusava a mamadeira”, diz. A índia acrescentou que uma enfermeira (não sabe o nome) pediu que ela desse um pouco de chá de erva doce para a criança. “Disse que era para acalmar a Suiane porque ela chorava muito, mas quando eu dei o chá ela engasgou. Depois deram água, também num copo, e a minha filha engasgou de novo”. A mãe reclama do atendimento recebido pela filha no Hospital da Mulher, que é gerenciado pelo Hospital Evangélico. “Ontem à tarde, ela estava bem. Não sei o que aconteceu. As enfermeiras disseram que a gente (índios) não sabe cuidar dos nossos filhos, por isso eles adoecem”, declarou. Mais uma vez a direção do Hospital da Mulher não se pronunciou sobre as acusações de negligência no atendimento às crianças indígenas que morreram após serem internadas no local. Já são dez mortes de crianças registradas somente este ano das aldeias Jaguapiru e Bororó, sendo seis delas por desnutrição, uma por crise renal grave e três por infecção generalizada.   

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