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Acusado de racismo no Orkut diz que apenas brincou

10 agosto 2006 - 16h01

Um estudante acusado de ter praticado crime de racismo no Orkut, site de relacionamentos, foi interrogado ontem pela juíza da 6ª Vara Criminal de Brasília. Ele declarou não ser racista. Segundo o estudante, as expressões "macacos", "répteis favelados" e "retardados", utilizadas por ele no site de relacionamentos, não passou de uma grande brincadeira. Na audiência, o estudante disse ter feito os xingamentos, depois de ter sido perseguido e ameaçado de morte por grupos afro-descendentes. Afirmou pertencer à uma comunidade no Orkut chamada "Semeadores da Discórdia" e que seu objetivo como membro dessa comunidade era o de se tornar conhecido, criando inimigos no mundo virtual. "Queria criar mil inimigos para atingir a popularidade", declarou. O acusado afirmou ser vítima de perseguição na Universidade de Brasília. "Acho que esses afro-não-sei-o que é que são racistas. Querem dividir o país entre brancos e negros. Não tenho problema nenhum com a raça, inclusive já namorei negras", disse. Ele ressaltou, também, que sua intenção era "ridicularizar as pessoas que levam a internet a sério" e que resolveu "sacanear geral", depois de ter tomado uma surra de um adolescente na Universidade de Brasília por ser considerado racista. Ainda na audiência, o assistente de acusação da ONG ABC Sem Racismo, Renato Borges, quis saber se ele foi o responsável pela retirada do site da ONG do ar. Em resposta, o estudante disse que o site foi retirado do ar por amigos seus para "lhe agradar". Ainda no interrogatório, destacou que seu problema não é contra os negros, mas sim contra as cotas e com o garoto que lhe agrediu. O acusado admitiu fazer tratamento psicológico. Ele disse que no momento está tomando vários medicamentos para doenças psíquicas. Ao final, se disse arrependido, e que hoje analisando melhor os fatos acredita que poderia ter manifestado sua opinião contra as cotas de uma forma menos pejorativa. "Se tivesse a intenção de ser racista, não teria utilizado meu perfil verdadeiro no Orkut, sabendo que tal conduta é crime", concluiu. Depois do interrogatório, os advogados do estudante têm três dias para apresentar a defesa prévia. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, de acordo com o que estabelece o artigo 5º, inciso XLII, e está sujeito à pena de reclusão. Arquivo A ação penal contra o estudante foi ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal, em agosto de 2005. Paralelamente a esta ação, foi instaurado um Incidente de Insanidade Mental, para avaliar as condições psíquicas dele. O Instituto de Medicina Legal (IML), responsável pelo laudo psiquiátrico, concluiu que o acusado não sofre perturbações de ordem psíquicas que o impeçam de ser penalmente responsabilizado. Ele é aluno do curso de Letras da Universidade de Brasília e cursa Ciência da Computação na Universidade Católica de Brasília. Ele foi acusado de disseminar idéias racistas e agredir negros e afro-descendentes no Orkut durante discussões sobre as cotas da UnB. Processo 2005.01.1.076701-6  

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