
Cláudia é a primeira brasileira a participar do programa. Foram cerca de 45 indicados por embaixadas americanas do mundo todo (um por embaixada) e somente 18 selecionados. Este ano, a jornalista também foi a única participante das Americas (norte, centro, sul). O curso está na metade e Cláudia já passou por Miami, Tampa e St. Augustine, onde conheceu as redações de, por exemplo, o jornal Miami Herald e a TV Univision. Agora, os profissionais passam por curso em Gainesville, na University of Florida, onde fazem estágio na emissora de TV afiliada a ABC, a WCJB. E na última semana, visitarão Orlando, NY e Washington DC, passando pelas redações do New York Times, MTV, NY Public Radio e Washington Post.
Segundo Cláudia, os colegas do curso, mestres e doutores, são de vários cantos do mundo, como Itália, Nepal, China, Vietnã, Líbia entre outros países.
O Instituto vai ensinar aos participantes mais sobre a imprensa americana e proporcionar experiência prática em blogging, multimedia e outras áreas. “Novas liberdades na mídia: ensinando o jornalismo digital de amanhã” acontece em Gainesville por quatro semanas e Miami, Tampa, Washington, D.C., e Nova Iorque por duas semanas. Uma combinação de instrução prática em tecnologia e uma ilustração sobre como usá-la na cobertura do processo político Americano vai auxiliar os professores no desenvolvimento de melhores métodos para o ensino de técnicas do novo jornalismo em suas instituições de origem.
A troca de idéias entre os participantes enriquece a experiência e ajuda a construir uma rede mundial de educadores em jornalismo e comunicação de massa. “Ano passado percebemos que é essa mistura de culturas que faz com que o Instituto seja especial,” explica a diretora acadêmica do programa, Lauren Hertel, professor de telecomunicações na universidade.
Agora em seu segundo ano, o Instituto está tomando como base o sucesso do programa de 2007, e usando os comentários dos participantes do primeiro ano para melhorar e aperfeiçoar os métodos e materiais usados em sala. “Nós ajustamos a distribuição entre palestras e treinamento prático, baseados no feedback dos participantes”, conta Hertel.
Participantes do último Instituto afirmaram ter conseguido dar continuidade ao que aprenderam, usando o conhecimento adquirido em suas salas de aula, observa a Reitora Adjunta para Pesquisa, Sylvia Chan-Olmsted, principal administradora do fundo de 280 mil dólares americanos concedidos pelo Departamento de Estado para a realização do Instituto. “Eles vão embora tendo apreciado a complexidade tanto da sociedade quanto da midia Americana, a diversidade e a energia dos Estados Unidos,” conta Chan-Olmsted. “As habilidades online aqui adquiridas também provaram ser úteis a muitos deles em seus países de origem.”
Os participantes do Instituto retornarão para casa prontos para ensinar a uma nova geração de jornalistas os métodos e técnicas utilizados para se beneficiar das últimas tecnologias empregadas por jornais, emissoras de TV e estações de rádio, e periódicos de todo o mundo. As palestras do Instituto, ministradas por docentes do College of Journalism and Communications da University of Florida, tem como foco "ensinar a quem ensina", de forma a maximizar o impacto de cada sessão.
Os participantes do Study of the U.S. Institutes estão entre as 40.000 pessoas que participam de intercâmbios administrados pelo Bureau of Educational and Cultural Affairs (ECA) do Departamento de Estado dos Estados Unidos todos os anos. Outros programas de intercambio ECA incluem os programas Fulbright Program e International Visitor Leadership. Por meio de uma vasta troca acadêmica e profissional, o Bureau busca incrementar o entendimento mutuo entre os Estados Unidos e outros países.
A página do Institute on Media and Journalism é www.jou.ufl.edu/flinstitute/
