Menu
Busca sexta, 26 de abril de 2019
(67) 9860-3221
IMUNIZAÇÃO

Ministério da Agricultura proíbe comercialização de vacinas de 5ml contra aftosa

03 abril 2019 - 16h35Por Da Redação

Em resposta aos questionamentos das agências de defesa sobre a destinação das vacinas de doses de 5 ml, utilizadas na vacinação contra febre aftosa e  estocadas nas revendas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento enviou nesta terça-feira (2.4) um comunicado com importantes orientações sobre a comercialização e utilização do produto, válidas para todo país.

Por meio do Comunicado 45, assinado pelo Chefe de Saúde Animal do Ministério, foi determinado que as vacinas bivalentes e trivalentes de 5 ml não poderão ser mais comercializada pelas revendas e utilizadas pelos pecuaristas.

Segundo o Diretor Presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, o comunicado destaca o memorando 74, de dezembro do ano passado, que ajustava procedimentos de transição para redução da dose. O documento autorizou a utilização da vacina com dose de 5 ml até trinta dias antes do início da primeira campanha de vacinação de 2019, que começa oficialmente em Mato Grosso do Sul no próximo dia 1º de maio. O mesmo documento orientou que qualquer vacina com essa posologia (estoque remanescente) deveria ser recolhida pelo setor privado.

Luciano destacou ainda que o departamento de Fiscalização e Insumos pecuários do Ministério juntamente com o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal, o SINDAN, estabeleceu, ainda em novembro último, um planejamento e cronograma para que a partir deste ano fossem utilizadas apenas as vacinas bivalentes com a nova dosagem de 2 ml.

As vantagens na redução da dose, segundo Luciano, é que ocorrerão menos reações nos animais (caroços, inchaço) e com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração.

O documento com as orientações do MAPA foi disponibilizado a todas as revendas do Estado imediatamente ao seu recebimento pelo Coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa – PNEFA, o fiscal estadual agropecuário e médico veterinário, Fernando Endrigo Ramos Garcia.

A alteração da dosagem da vacina – hoje obrigatória em bovinos e bubalinos – e sua retirada definitiva em todo país faz parte do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Febre Aftosa (PNEFA) que busca a mudança de status para ‘livre de febre aftosa sem vacinação’. A ação deve reduzir o custo da produção, ampliando a competividade, ficando a carne brasileira ainda mais suscetível a conquista de novos mercados.

Para execução do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) os Estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Retirada da vacinação até 2021

Mato Grosso do Sul, que tem se mantido entre os três estados com melhor percentual de cobertura vacinal do País, e é destaque em todo País pela excelência do serviço oficial de defesa agropecuária, vem trabalhando com afinco na agenda do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) que prevê a retirada definitiva da vacinação até 2021. O programa está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.

Vacinação obrigatória – etapa de maio

Na campanha deste ano além de chamar a atenção para a obrigatoriedade da vacinação, a nova dosagem e informar o calendário a Iagro, e as agências de todo País reforçarão aos pecuaristas os cuidados sobre todo processo até a aplicação da vacina e depois disto, conforme seguem: 

Compre as vacinas somente em lojas registradas.

Verifique se as vacinas estão na temperatura correta (2° C a 8° C).

Para transportá-las, use caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.

Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado.

Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.

Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para a boa vacinação.

Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.

O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.

Não esqueça de preencher a Declaração de Vacinação e entregá-la na Iagro junto com a Nota Fiscal de compra das vacinas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SHOWBIZZ
Dada Favato, filha de Romário ostenta corpão em passaio na cachoeira
BR DISTRIBUIDORA
PGR pede condenação de Fernando Collor a 22 anos e 8 meses de prisão
CAPITAL
Com tuberculose, adolescente de 14 ans aguarda uma vaga em hospital
NOVA ANDRADINA
Bombeiro ajuda salvar vida de recém-nascido que se engasgou
DOURADOS
Capacitação de agentes de saúde vai alterar atendimento nas Unidades
RIO BRILHANTE
suspeito de matar dono de oficina com pistola .40 é preso
LEÃO
Um terço ainda não declarou IR a cinco dias do fim do prazo
BATAGUASSU
Polícia apreende 413 quilos de maconha em pátio de posto desativado
LIBERDADE
Carlos Ghosn paga R$ 17,8 milhões de fiança e é solto no Japão
CAMPO GRANDE
Homem suspeito de estuprar sobrinhas durante 3 anos é preso

Mais Lidas

DOURADOS
Vídeo mostra momento em que carona desce da moto e executa dono da lava-rápido no Jardim Pantanal
CAMPO GRANDE
Empresa demite funcionário por debochar de currículos em redes sociais
DOURADOS
Mulher é presa dentro de ônibus com 19 pacotes de skunk
DOURADOS
Auditoria da CGU revela irregularidades e superfaturamentos em contratos da Funsaud