27/01/2012 17h43
Campo-grandense busca "agressividade consciente" para Olimpíada
Terra
Quando o sul-mato-grossense Rafael Silva abriu 2012 com a medalha de ouro no Masters do Cazaquistão, evento que reunia os 16 melhores do mundo, o coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, percebeu uma mudança de postura no atleta. Essa evolução continua para o judoca, que entra na reta final de preparação para a Olimpíada de Pequim buscando uma nova característica: a agressividade consciente.
"Eu já vinha evoluindo com resultados de Grand Slam, Grand Prix, mas o Masters foi o grande resultado da minha carreira. Essa evolução não para. Vou buscar mais resultados, mas ao mesmo tempo quero continuar evoluindo, conquistando coisas novas", disse o atleta - natural de Campo Grande-, durante sessão de treinamento da Seleção Brasileira masculina em São Paulo. Para a Olimpíada, ele espera ser mais incisivo nos combates.
Essa atitude mais agressiva já era uma cobrança desde o Mundial de Paris, em agosto de 2011, quando caiu na segunda luta e terminou sem medalha. "Faltava um pouco de agressividade, mas tem que ser consciente. Você não pode se desconcentrar na luta, senão perde essa condição por conta da emoção", explicou o atleta, que volta à cidade para disputar o Grand Slam de Paris, em 4 e 5 de fevereiro.
Os efeitos do título do Masters continuam fortes em Rafael Silva. "Para confiança e autoafirmação, foi muito importante", ressaltou. Em Paris, ele terá a chance de praticar essa nova postura, controlar a agressividade e ainda aprender mais sobre os potenciais rivais para a Olimpíada de Londres. "A gente sempre estuda os adversários, mas agora acabamos focando os 22 que vão aos Jogos", complementou.

