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TCE e os políticos em fim de carreira, por José Tibiriçá

16 junho 2011 - 11h33

A nomeação de políticos em fim de carreira para os tribunais é um mal que assola todo país, são colocados para tentar resolver e abafar os erros cometidos pelo poder público, principalmente das prefeituras e 99% deles não conhecem nada da área.

A professora senadora Marisa, uma mulher culta, não há necessidade de comentar sobre o seu Curriculum, mas seria mais importante se ela permanecesse no senado, mas houve o interesse maior que é sua vaga em 2014 e parece que com sua substituição pelo suplente Antonio Russo Neto, algo pode ficar ruço.

É muito importante a iniciativa do deputado Roberto Orro ao apresentar na assembleia legislativa um projeto para profissionalizar o cargo de conselheiro do tribunal de contas, poisa única exceção dentreos membros escolhidosnaquela corte é o economista e bacharel em direito Iran da Costa Neves, de carreira.

Outro fator negativo do político em final de carreira é não ter aquela garra, aquela vontade de melhorar o sistema, pois foi escolhido por ele, entrando próximo da aposentadoria, hoje de R$ 21.000,00 (vinte um mil reais) fora os outros privilégios.Não deviam ser escolhidos com idade avançada, vide o caso da senadora que vai completar logo 64 anos e aos 70 anos terá uma aposentadoria compulsória, quando um técnico novo poderia produzir mais.Daí estar a proposta do referido deputado correta, afinal as pessoas através de concurso não devem nenhum favor político e farão uma fiscalização mais profissional, sem nenhuma pressão externa.

Infelizmente para ali chegar hoje é pela política, muitos indicados não tem nenhuma formação, alguns já aposentados, conseguiram diploma de nível superior no interior do Estado de São Paulo, na faculdade de São Carlos, como se conseguiarecentemente com facilidade qualquer diploma, certificado de pós-graduação numa faculdade em Fátima do Sul, sem nela ter vindo nenhum dia.

Para ser vereador, deputado, senador, presidente não há necessidade de ter estudo, o que desestimula muitos jovens formados a entrar na política. Seria muito bom que se pensasse em fundar uma escola de formação política onde os postulantes fossem submetidos a um pequeno vestibular e assim mudaria a mentalidade de muita gente.

Num debate na eleição municipal em Dourados em 2008, certo candidato que foi eleito prefeito de Dourados, que renunciou, afirmou que ele tinha condições de ser eleito, afinal se o Brasil tinha um presidente e um vice-presidente com apenas a quinta série, ele tinha o mesmo direito. Para se evitar esses problemas será de muita importância a exigência de formação para qualquer cargo eletivo, afinal vivemos num cidade universitária, não numa corruptela, apesar de que algunsque se formam são iguais àqueles que fizeram o curso de datilografia e com o passar do tempo não sabem mais datilografar.

É lamentável o que aconteceu na Câmara de Vereadores de Dourados, onde muitos foram eleitos, cassados e tinham o curso superior, mas a escola política da corrupção em nossa cidade era antiga e foi fator preponderante contra eles. O político não nasce corrupto, muitos são fracose sãoinfluenciados com facilidade.Além de éticos, devem ter boa formação religiosa, berço familiar, bem assessoradospara trabalharem com honestidade, afinal a pedra nasce bruta e deve ser lapidada todos os dias.
Estudar hoje é muito fácil, afinal tem ensino público gratuito até na faculdade, cotas para os negros e índios, o que facilita a ascensão de muita gente que se diz marginalizada pelo sistema.

O deputado pelo Estado de São Paulo Vicentinho que foi suplente do senador Suplicy, ex-sindicalista, aproveitou a oportunidade e se formou em direito, hoje ele anda com as próprias pernas, ao contrário de um Tiririca que depende de terceiros para redigir alguma peça.

Está na hora de muitos políticos retornarem para a sala de aula, terem aulas de ética paraestarem condições de fazer um bom trabalho, afinal cultura é algo que se conquista e é importante no dia dia. Muitos eleitores devem estudar mais, ler mais para poderem fazer uma boa escolha e não serem manipulados pelos espertalhões.

Hoje tudo que acontece em nossa cidade, no estado e no Brasil pode-se acompanhar pela mídia eletrônica e cada um pode tirar as suas conclusões, mas primeiramente deve estar preparado mentalmente para entenderem o jogo. A imprensa dá uma ótima contribuição quando mostra os personagens teatrais a nível municipal, estadual e federal no Brasil afora.

Vejam o caso do Palocci e outros que tiveram que renunciar depois de serem denunciados pela televisão globo e outros meios de informação, como aconteceu com os políticos aqui também em Dourados. Para entender o jogo de xadrez, a população tem que ter cultura, ler, conseguir interpretar os fatos e assim chegar à conclusão, pois se não estiver preparada, estará sempre com os olhos vedados e nunca poderá ver o que é certo e errado.

É importante que se tire da cabeça de alguns que nem todos os políticos são desonestos e para tirar os desonestos do páreo, os eleitores devem estar preparados e bem informados no dia que for escolhê-los.

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