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SAÚDE&ESTÉTICA

Pesquisa aponta que mulheres mais velhas tem mais chance de doença periodontal

25 setembro 2017 - 08h56

A maioria das pessoas já está antenada e se preocupa com o peso, a pressão e o colesterol, mas acaba se descuidando da boca. Enquanto as cáries são a maior preocupação dos pais com filhos pequenos, a doença periodontal é a que mais afeta os adultos. Ela ocorre quando a placa bacteriana vai aderindo à linha das gengivas, causando infecção que ataca primeiro essa região e depois os ossos que sustentam os dentes.

Por isso, alerta total ao se deparar com sintomas como gengivas inchadas e doloridas, que sangram durante a escovação, gosto ruim na boca, próteses parciais que se desajustaram, ou dentes amolecidos.

Fumantes – mais um malefício do cigarro – e pacientes diabéticos estão mais sujeitos à doença periodontal.
Muitos medicamentos, como antidepressivos e remédios para a pressão, diminuem a quantidade de saliva. Como os idosos tendem a beber pouca água, o problema aumenta e o que se vê é uma deterioração mais rápida dos dentes, além de dificuldades para engolir.

Em 2004, pesquisadores descobriram a relação entre bactérias encontradas na boca e a ocorrência de pneumonia em pacientes internados em hospitais. De acordo com a Sociedade Americana de Geriatria, uma em cada dez mortes por pneumonia poderia ser evitada com higiene dental mais caprichada.

A primeira lição parece óbvia, mas nem sempre é seguida: usar fio dental e escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, com uma escova com cerdas macias, que também deve ser usada na língua. As escovas precisam ser substituídas a cada três ou quatro meses, ou antes se as cerdas estiverem gastas. As dentaduras também demandam cuidados na limpeza para não guardar restos de comida, que provocarão mau hálito e problemas nas gengivas.

Idosos que têm artrite podem encontrar sérias dificuldades para fazer a higiene da boca. Uma alternativa é usar uma escova elétrica ou procurar uma que tenha o cabo mais largo e fácil de manusear. Pacientes com demência necessitam de estímulo extra para escovar os dentes. Cuidadores às vezes não se ocupam disso, mas têm que ser treinados para garantir a higiene dental pelo menos duas vezes por dia.

No começo do mês passado, foi divulgada pesquisa relacionando doença periodontal a câncer em mulheres mais velhas. Os pesquisadores acompanharam durante oito anos mais de 65 mil mulheres, com idades variando entre 54 e 86 anos. O risco era aumentado para câncer de esôfago e vesícula e, embora o exato mecanismo não esteja ainda de todo esclarecido, supõe-se que patógenos sejam engolidos com a saliva causando inflamação contínua em outros órgãos.

O líder do estudo, Jean Wactawsik-Wende, afirmou. "Todos já sabiam da importância de tratar as doenças da gengiva para evitar a perda de dentes, mas agora também já sabemos que pode ser relevante no gerenciamento do câncer e outras doenças sistêmicas. Trata-se de uma questão de saúde pública", conclui.

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