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SAÚDE

Hipersonia: quando dormir nunca é suficiente

26 janeiro 2016 - 19h00

É comum que as pessoas sofram de algum tipo de sonolência durante o dia, mas para aquelas que têm hipersonia, manter o controle pode ser um grande problema. Elas são capazes de adormecer a qualquer momento – no trabalho ou na direção, por exemplo.

O pior de tudo é que esses cochilos diurnos geralmente não fornecem alívio dos sintomas. A falta de energia e dificuldades para pensar claramente também são consequências comuns.

Causas e sintomas da doença

Da mesma forma que a insônia, a hipersonia pode ter diversas causas. Ferimentos na cabeça muitas vezes resultam em distúrbios de sono excessivo, do mesmo modo que abuso de drogas ou álcool.

Os tumores cerebrais e outras patologias do sistema nervoso, incluindo o início da retirada de medicamentos, também são capazes de causar esse problema. Além disso, o transtorno de estresse pós-traumático também pode explicar a ocorrência do sono excessivo.

Quando a causa é desconhecida, porém, ela é chamada de idiopática. A Classificação Internacional de Distúrbios do Sono distingue dois tipos, com base na duração do sono durante a noite: idiopática com sono longo, para mais de dez horas seguidas, e idiopática com sono curto, para um período entre seis a dez horas.

Segundo a Associação Americana do Sono, esse é um distúrbio relativamente raro e ocorre em menos de 1% da população. É ligeiramente mais comum em mulheres que em homens e geralmente começa no início da idade adulta.

O principal sinal é o cansaço constante. Uma pessoa pode tirar cochilos durante o dia sem nunca aliviar a sonolência. Além disso, existe a dificuldade de acordar de longos períodos de sono. Outros sintomas incluem energia baixa, irritabilidade, ansiedade, inquietação ou dificuldade de memória ou discurso.

Tratamentos para a hipersonia

O diagnóstico da doença exige alguns testes para ter certeza de que não existem quaisquer outras condições médicas ou distúrbios do sono. O médico pode querer manter ainda um diário do sono durante uma ou mais semanas, para conhecer melhor o período de tempo em que a sonolência diurna é excessiva.

É provável que não haja esse diagnóstico se os sintomas não durarem por três meses ininterruptos e sem causa aparente. A polissonografia e os testes de latências múltiplas do sono são duas boas ferramentas na detecção.

O primeiro mede ondas cerebrais e movimentos corporais durante as fases do sono, o que é importante para detectar outros distúrbios que podem ter desencadeado os sintomas. O segundo mede a velocidade com que uma pessoa entra em sono profundo – o que pode acontecer muito rapidamente para quem sofre de hipersonia.

Para tratar o problema, há várias opções. Muitas vezes são usados estimulantes e antidepressivos. Em outros casos, são indicadas mudanças de comportamento, como evitar álcool, cafeína e medicamentos específicos.

É importante ainda ter uma boa rotina, com hora para ir dormir, além de evitar trabalhar à noite ou se engajar em atividades sociais capazes de atrasar o momento de deitar para o descanso.

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