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SAÚDE

Como a alimentação pode combater a ansiedade?

11 setembro 2017 - 06h45

Quando a ansiedade é excessiva traz prejuízos sociais e para a saúde, para lidar com esse mal existem diversos caminhos, um deles é a alimentação. Sabemos que a deficiência de alguns aminoácidos e micronutrientes prejudica a produção de neurotransmissores que podem causar modificações no humor e sono, e que os alimentos têm o poder de alterar os nossos estados emocionais.

Confiram quais: Leite, ovos e derivados magros: ótima fonte de um tipo de aminoácido, o triptofano, que alivia os sintomas de ansiedade, ele aumenta a produção de serotonina, o hormônio da felicidade, que é um neurotransmissor capaz de relaxar e dar sensação de bem-estar.

Banana: estudos comprovam que esta fruta ajuda no combate da depressão e alivia os sintomas da ansiedade. Graças ao alto teor de triptofano e vitaminas do complexo B a fruta contribui na produção de serotonina.

Grãos, cereais integrais e castanhas: ricos em vitaminas do complexo e magnésio, que atua nas funções cerebrais relacionadas à memória e cognição;

Vegetais verdes escuros (espinafre, almeirão, brócolis): fonte de ácido fólico, que é uma vitamina que quando está em baixas concentrações no organismo, pode diminuir os níveis cerebrais de serotonina.
Carnes e peixes: melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina, importante no processo do sono, do humor.

Chocolate amargo: rico em flavonóides, antioxidante que também favorece a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e que melhora o humor, reduzindo a sensação de ansiedade. O recomendado é de no máximo 30 gramas de chocolate por dia. E de preferência ao chocolate amargo.

Além dos alimentos recomendados, alguns hábitos saudáveis podem ajudar a combater a ansiedade como, começar o dia com um café da manhã equilibrado, evitando a hipoglicemia que costuma acontecer na metade da manhã, ocasionado o estresse, além de se alimentar em intervalos regulares, dormir suficiente (para produção de hormônios essenciais) e por fim praticar a atividade física, pois libera serotonina, o neurotransmissor responsável pelo bem estar!

Alimentos têm, sim, o poder de alterar os estados emocionais, mas que, sozinhos, fazem muito pouco. São coadjuvantes. Precisam estar combinados com exercícios físicos e um estilo de vida equilibrado.

Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News. E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com*

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