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SAÚDE

Saúde da boca do idoso acaba ficando em segundo plano

05 dezembro 2018 - 11h09Por G1 Bem-Estar

Cuidadores familiares e profissionais se encarregam de zelar por passeios, alimentação e o banho do idoso em situação de fragilidade. No entanto, quando se trata da higiene oral, o cuidado acaba deixando a desejar. Há quem sinta nojo de manipular a boca de uma pessoa mais velha. É comum que a ajuda se limite a pôr pasta na escova de dentes e oferecer um copo com água para o bochecho, justamente quando os indivíduos têm menos destreza manual e, com frequência, sofrem de algum declínio cognitivo que os impede de realizar a tarefa a contento.

Ao mesmo tempo, cresce o número de idosos que mantêm pelo menos parte dos seus dentes. Se a higiene é ruim, aumenta o risco de infecções e outras doenças. No caso de um período de hospitalização, certifique-se de que as enfermeiras fazem a limpeza. A doença periodontal é a que mais afeta os adultos. Ocorre quando a placa bacteriana vai aderindo à linha das gengivas, atacando primeiro essa região e depois os ossos que sustentam os dentes. Sintomas como gengivas inchadas, que sangram durante a escovação, não podem ser ignorados. A saliva tem propriedades bactericidas, mas diversos medicamentos utilizados por idosos agravam a secura da boca (xerostomia), facilitando a proliferação de bactérias. Beber água tem que virar um mantra, nem que sejam pequenos goles.

Portanto, preste muita atenção na boca de seus entes queridos. A placa bacteriana começa como um filme invisível que se cola à superfície dos dentes, das gengivas e da língua – e também das dentaduras! Quando não é removida, endurece e se transforma no tártaro ou cálculo dental. A escovação é a maneira mais eficiente e econômica de eliminá-la. No que diz respeito à dentadura, a limpeza ajuda a evitar infecções por fungos, e o ideal é retirá-la à noite, deixando-a mergulhada em água fria. A escova deve ser trocada a cada três meses, ou antes se as cerdas ficarem gastas, e precisa ser usada não apenas nos dentes, mas também nas gengivas e língua – o que vai inclusive melhorar o hálito.

Pacientes com demência podem se negar a abrir a boca, não entender o que é preciso fazer ou morder a escova. Nesses casos, de acordo com um guia produzido pelo governo australiano, as alternativas possíveis são: encorajar através do mimetismo, ou seja, você vai escovar os dentes junto com a pessoa, que reproduzirá seus movimentos; explicar cada etapa da higiene oral que deve ser cumprida, acompanhando sua execução; ou colocar sua mão sobre a mão com a qual o idoso segura a escova, para conduzir a escovação. Se for preciso, crie uma distração, dando-lhe um objeto familiar enquanto você faz a limpeza.

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