Menu
Busca segunda, 14 de outubro de 2019
(67) 9860-3221
SAÚDE

Saúde da boca do idoso acaba ficando em segundo plano

05 dezembro 2018 - 11h09Por G1 Bem-Estar

Cuidadores familiares e profissionais se encarregam de zelar por passeios, alimentação e o banho do idoso em situação de fragilidade. No entanto, quando se trata da higiene oral, o cuidado acaba deixando a desejar. Há quem sinta nojo de manipular a boca de uma pessoa mais velha. É comum que a ajuda se limite a pôr pasta na escova de dentes e oferecer um copo com água para o bochecho, justamente quando os indivíduos têm menos destreza manual e, com frequência, sofrem de algum declínio cognitivo que os impede de realizar a tarefa a contento.

Ao mesmo tempo, cresce o número de idosos que mantêm pelo menos parte dos seus dentes. Se a higiene é ruim, aumenta o risco de infecções e outras doenças. No caso de um período de hospitalização, certifique-se de que as enfermeiras fazem a limpeza. A doença periodontal é a que mais afeta os adultos. Ocorre quando a placa bacteriana vai aderindo à linha das gengivas, atacando primeiro essa região e depois os ossos que sustentam os dentes. Sintomas como gengivas inchadas, que sangram durante a escovação, não podem ser ignorados. A saliva tem propriedades bactericidas, mas diversos medicamentos utilizados por idosos agravam a secura da boca (xerostomia), facilitando a proliferação de bactérias. Beber água tem que virar um mantra, nem que sejam pequenos goles.

Portanto, preste muita atenção na boca de seus entes queridos. A placa bacteriana começa como um filme invisível que se cola à superfície dos dentes, das gengivas e da língua – e também das dentaduras! Quando não é removida, endurece e se transforma no tártaro ou cálculo dental. A escovação é a maneira mais eficiente e econômica de eliminá-la. No que diz respeito à dentadura, a limpeza ajuda a evitar infecções por fungos, e o ideal é retirá-la à noite, deixando-a mergulhada em água fria. A escova deve ser trocada a cada três meses, ou antes se as cerdas ficarem gastas, e precisa ser usada não apenas nos dentes, mas também nas gengivas e língua – o que vai inclusive melhorar o hálito.

Pacientes com demência podem se negar a abrir a boca, não entender o que é preciso fazer ou morder a escova. Nesses casos, de acordo com um guia produzido pelo governo australiano, as alternativas possíveis são: encorajar através do mimetismo, ou seja, você vai escovar os dentes junto com a pessoa, que reproduzirá seus movimentos; explicar cada etapa da higiene oral que deve ser cumprida, acompanhando sua execução; ou colocar sua mão sobre a mão com a qual o idoso segura a escova, para conduzir a escovação. Se for preciso, crie uma distração, dando-lhe um objeto familiar enquanto você faz a limpeza.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CULTURA
Com orquestra de harpas, muita música e dança, 3º Festival Cultural do Chamamé foi destaque em público e negócios
SAÚDE
Dourados cede prédio no 4° Plano para implantação do Hospital do Amor
BALANÇO
PM apreende cerca de sete milhões de maços de cigarros e 150 toneladas de drogas em 2019
ROCHEDO
Estudante é multado por pesca ilegal em rio e tem petrecho apreendido
ELEIÇÕES 2018
Botafogo apresenta Valentim oficialmente como treinador
PEDRO JUAN
Motorista de aplicativo é morto com 15 tiros na fronteira
MÚSICA
Com músicas disponíveis em plataformas, compositora de MS lança disco na próxima semana
CORUMBÁ
Corpos de trabalhadores mortos em fazenda são levados para Guia Lopes
BRASIL
Bolsonaro discute pedido de prestação de contas ao PSL
FUTEBOL
Três jogos abrem a 29ª rodada da Série B do Brasileirão

Mais Lidas

CLIMA
Previsão aponta dias chuvosos e queda de temperatura em Dourados
DOURADOS
Acionados para atender queda de moto, Bombeiros só encontram vítima no local
DOURADOS
Clima fica tenso com índios presos em confrontos às margens da Perimetral Norte
MS
Idosa é atingida por jaca durante procissão e precisa ser socorrida