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PARÁ

Viagem de trem no Brasil: existe e vale a pena

30 maio 2019 - 09h56Por Juliana Koch/Aprendiz de Viajante

Estávamos em Belém e nossa próxima parada seria São Luís, a cerca de 600 Km dali. A ideia inicial era ir de ônibus, pouco mais de 15 horas de viagem e com passagens a partir de R$ 150. Mas como viagem, ao menos para nós, é algo vivo, sujeito a mudanças de percurso, resolvemos pesquisar outra opção que surgiu em uma conversa no hostel. Um rapaz hospedado lá também iria em seguida para a capital maranhense, de trem.

Até aquele momento da viagem, já havíamos percorrido caminhos de avião, barco, navio e ônibus, mas trem, só na Europa. Ficamos intrigadas com a possibilidade, é claro. O caminho seria mais longo e um pouco mais caro, porém valia como uma experiência nova e decidimos arriscar.

Saímos de Belém às 21h de uma segunda-feira com destino à Marabá, no sudeste do Pará, a 500 km da capital. Chegamos lá às 6h30, numa rodoviária pequena, rodeada por táxis. Ainda tínhamos que ir até a Estação Ferroviária de Paraupebas, de onde o trem sairia às 8h. A média de preço dos carros particulares ou de cooperativa para lá é de R$ 10 a R$ 20 por pessoa, em esquema de lotação.

 

Reprodução blog 'Aprendiz de Viajante'.


A linha ferroviária pertence à mineradora Vale do Rio Doce, que explora as riquezas da região, e é usada para transporte de passageiros apenas duas vezes por semana, às terças e quintas. A estação não é luxuosa, mas digna. Tudo nas cores do Brasil – e da Vale. Passava das 7h quando despachamos os mochilões e fomos até a plataforma da classe econômica (R$ 80 por passageiro. Para viajar na classe executiva, paga-se R$ 150. Crianças de seis a 11 anos têm tarifa reduzida em 50%). Aguardamos. O relógio marcou 8h, 8h30, 9h, 10h e nada do trem! Funcionários avisaram que havia algum impedimento na via, mas que não demoraria muito mais. Não tínhamos problemas em esperar, afora a fome e a ausência de lanchonetes no local.

Próximo das 11h, ouvimos o ranger dos trilhos e nos alinhamos à fila para embarcar no carro 12 do trem. Mesmo na classe econômica, todos os bancos são estofados, em fileiras de duas poltronas para cada lado do corredor, uma tomada em cada fileira e mesinhas individuais daquelas de avião. Muito mais moderno que os trens que eu pegava para ir de uma cidade a outra na Itália.


Foto: Divulgação Vale.  Reprodução blog 'Aprendiz de Viajante'.



Curiosas, logo saímos a desbravar. De um carro para o outro há portas de vidro que se abrem ao apertar um botão. Nos vagões mais à frente ficam o restaurante e a classe executiva, que se difere pela distância entre as poltronas e o grau de inclinação, basicamente.


Foto: Juliana Koch. Reprodução blog 'Aprendiz de Viajante'.



Durante todo o dia são servidas marmitex (grande e pequena) de carne ou frango, que podem ser consumidas nas poltronas ou no refeitório. Também vendem doces, bolos, cafés, macarrão instantâneo etc. São quase 16 horas de viagem no trem. 

Passamos o dia vagando entre vagões, procurando o mais silencioso para ler, assistir aos filmes dublados nas várias TVs e acompanhar as mudanças de paisagem na janela: fazendas, mineração, floresta. Não era meia-noite ainda quando desembarcamos na Estação Anjo da Guarda, próxima ao centro de São Luís, para continuar nosso caminho ajustável às descobertas.

Informações Úteis:


Compre a passagem online aqui

Veja mais informações sobre a estrada de ferro de Carajás

*Post do blog Aprendiz de Viajante, mas posts aqui.

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