Menu
Busca domingo, 25 de agosto de 2019
(67) 9860-3221
ROTEIRO&VIAGENS

Paraty no Rio de Janeiro mistura natureza e história

12 setembro 2017 - 13h24

Era uma vez uma linda cidade colonial que nasceu no ciclo da cana-de-açúcar e enriqueceu no ciclo do ouro -- mas que, depois de perder a posição de mais importante porto de escoamento dos produtos brasileiros, foi sendo aos poucos abandonada até se ver em virtual isolamento durante toda a primeira metade do século 20.

Só depois da abertura da (precaríssima) estrada Cunha-Paraty, em 1964, e da inauguração da Rio-Santos, em 1972, a beleza de Paraty -- preservada pela falta de progresso e pelo tombamento pelo IPHAN em 1958 -- pôde ser redescoberta pelos forasteiros.

Paraty não tem um Aleijadinho como as cidades históricas mineiras, nem altares dourados como os de Salvador ou Olinda. Seu encanto está na singeleza de seu traçado, nos símbolos maçônicos gravados nas quinas das casas, no mar que invade as ruas próximas ao cais na maré cheia (nossa acqua alta!), na visão do mar e das montanhas, na topografia surpreendentemente plana para uma cidade portuguesa.

Paraty pode não ter ladeiras, mas tem outro poderoso redutor de velocidade de pedestres: o calçamento de pedras irregulares, conhecido como pé-de-moleque, que é inimigo de saltos de sapato e requer cuidado em qualquer caminhada. Graças ao calçamento, é impossível não seguir o melhor conselho para explorar o centro histórico: vagar sem pressa.

No primeiro dia de sol, saia de barco pelas ilhas e prainhas da baía de Paraty. Mas se não fizer sol, não tem problema: nossa bela adormecida é encantadora com qualquer tempo.

O extremo sul do litoral fluminense se caracteriza por verões quentes e chuvosos e invernos sujeitos a ondas de frio -- exatamente como o litoral norte paulista, região com a qual compartilha o paredão da Serra do Mar, que retém a umidade responsável pela existência da mata atlântica.

Em qualquer época do ano, Paraty estará mais charmosa e aprazível fora de feriadões e de férias escolares. A cidade é especialmente mágica em dias de semana, quando a densidade demográfica de visitantes é pequena, e você fica mais à vontade para zanzar pelo centro histórico e descobrir seus segredos.

A época mais seca, ideal para fazer passeios de barco e, dependendo da temperatura, pegar praia, vai de junho a setembro. No melhor cenário, esses meses oferecem dias quentes e noites agradáveis. Mas a passagem de frentes frias pode ocasionar mínimas de 15ºC ou menos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSOS
Fani Pacheco ousa em ensaio e faz post reflexivo: "Não perca seu Norte"
CAMPO GRANDE
Homem é preso após fazer gestante refém e ameaçar policiais
FUTEBOL DE BASE
Semifinais do Estadual Sub-17 começam neste fim de semana
NOVA ANDRADINA
Cinco são presos pela PM durante ações ostensivas
CLIMA
Especialista diz que MS terá chuva significativa apenas em setembro
CRIME AMBIENTAL
Usina é multada em mais de R$ 270 mil por incêndio em canavial
PREVENÇÃO
Sala integrada para controle e combate de incêndios é criada em MS
BRASIL
Encceja: candidatos com dificuldade de acesso podem ligar para 0800
BRASILEIRÃO
Bahia bate Galo em Minas na abertura da 16ª rodada
MOVIMENTO
Manifestantes vão à Praça Antônio João em ato contra queimadas

Mais Lidas

DOURADOS
Mulher tem dedo amputado após empilhadeira a atingir enquanto fazia compras
DOURADOS
Após “falsa corrida”, motorista de aplicativo tem carro levado por bandido que se envolve em acidente e é preso
HOSPITAL DA VIDA
Órgãos de jovem que morreu em acidente são captados e levados para quatro cidades
POLÍCIA
Mulheres são presas por tráfico em Dourados