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Na Rota Das Cervejas Artesanais Do Brasil

Que a cerveja artesanal caiu no gosto do brasileiro, ninguém duvida! O melhor é saber que já temos alguns belos roteiros para experimentar os mais variados rótulos no Brasil. No Sul e no Sudeste, a visita a cervejarias - inclusive as industriais - vem se

01 outubro 2019 - 14h52Por Férias Brasil

PETRÓPOLIS (RJ)

 Divulgação


A Cidade Imperial se orgulha de abrigar a primeira cervejaria do país, inaugurada em 1853 pelo alemão Henrique Kremer. O espaço, de sete mil metros quadrados no Centro Histórico, abriga hoje a fábrica da Bohemia, com direito a um museu interativo aberto à visitação. Por lá, além de conhecer a história da bebida, o visitante acompanha o processo de fabricação e degusta o chopp feito na hora. Anexo ao museu funciona o Boteco Bohemia, com um cardápio que sugere harmonização de rótulos da marca com petiscos como croquetes, linguiças e salsichas.

Além da histórica Bohemia, a cidade abriga várias cervejarias artesanais que valem a visita. Uma delas é a Otten Braun, no bairro de Valparaíso, com sete variações da cerveja Buda Beer. Elas podem ser apreciadas no restaurante da fábrica e harmonizadas com bolinhos de cevada da casa. Também faz parte da rota a cervejaria Cidade Imperial, no bairro da Mosela, fundada por um descendente da própria Família Real - D. Francisco de Orleans e Bragança, tetraneto de D. Pedro II.

Para quem quer conhecer uma super fábrica em pleno funcionamento, a dica e o Beer Tour do Grupo Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava, entre outras. O passeio gratuito tem duração de 1h40 e, caminhando por passarelas, é possível acompanhar de camarote todo o processo de fabricação.

Petrópolis é uma das principais atrações da Rota Cervejeira do Rio de Janeiro, um roteiro criado em 2015, que reúne oito cervejarias da cidade e também de Teresópolis e de Nova Friburgo, todas na Serra Fluminense.

BLUMENAU E VALE DA CERVEJA (SC)

Divulgação


O título de Capital Nacional da Cerveja, conquistado em março de 2017, reforça a relação da cidade com a bebida - que vai além do fato de sediar um dos maiores festivais de cerveja do mundo, a Oktoberfest (em 2017, de 04 a 22/10). A cidade também realiza o Festival Brasileiro da Cerveja, que se consolida como o maior do ramo no país; além de abrigar a única Escola Superior da Cerveja e Malte da América Latina; e o Museu da Cerveja, fundado há mais de duas décadas e que recebe 50 mil turistas por ano.

A fama da bebida, porém, extrapola os limites de Blumenau e se espalha pelo Vale do Itajaí, em oito cidades como Gaspar, Pomerode e Brusque. Juntos, os destinos deram origem ao Vale da Cerveja, que reúne dezenas de microcervejarias que produzem as mais variadas receitas. Sempre de portas abertas, oferecem degustações e harmonizações com as delícias da cozinha alemã.

Uma das maneiras mais bacanas de conhecer o Vale da Cerveja - repleto de bares, restaurantes, pousadas e atrativos culturais e naturais - é pedalando! Os tours especiais duram três dias e percorrem cerca de 110km no total. Ao longo do pedal, belas paisagens de mata Atlântica emolduram o cenário. A meta, claro, é a chegada nas cervejarias para participar das degustações (e retornar ao ponto de hospedagem de van - não é permitido beber e seguir viagem de bicicleta).

Pedalando ou não, a região oferece atrações variadas, sempre tendo a cerveja como tema. Em Blumenau, as opções vão de um mini-curso de degustação na Escola Superior da Cerveja e Malte a um almoço no restaurante Thapyoka, na beira do rio Itajaí, com um cardápio repleto de cervejas artesanais e pratos típicos alemães. E ainda tem o Bier Vila, um dos melhores bares da cidade, com 22 cervejas artesanais de barril e outras 400 em garrafas; e a bierhaus da Eisenbahn, em plena Vila Germânica.

Nos arredores, as dicas são as cervejarias Oktobier e Das Bier (Gaspar), Bierland (Itoupava), Handwerk (Ibirama), Kiezen Ruw (Guabiruba), ZeHn Bier (Brusque)... haja brinde!

BENTO GONÇALVES (RS)

Divulgação


Engana-se quem pensa que o Vale dos Vinhedos é exclusivo para a produção de vinhos e espumantes. Por lá, as cervejas artesanais também fazem bonito e podem ser degustadas em visitas similares às promovidas pelas vinícolas.

É o caso da Birrificio SUD, que abre suas portas para mostrar os detalhes da produção de seus onze rótulos. Depois de conhecer as diferentes etapas do processo, o visitante ganha acesso às caves subterrâneas, onde cervejas especiais - assim como os vinhos - envelhecem em barricas de carvalho. Puro luxo!

CURITIBA (PR)

Divulgação


Uma vez na capital paranaense, são muitas as opções na hora de fazer um roteiro regado a cervejas artesanais. Um dos mais concorridos é o Beer Train, um passeio de trem pela Serra do Mar, realizado pela cervejaria Bodebrown. O tour mensal tem três horas de duração e, além das belas paisagens, inclui degustação dos variados rótulos da cervejaria harmonizados com pães e queijos. O final do passeio é na cidade de Morretes, onde rola um almoço típico à base do tradicional barreado. A volta é feita em ônibus.

Outra opção é o Beer Tour Curitiba, que inclui as cervejarias Bodebrown, Bastards e Swamp. O programa dura o dia todo e inclui transporte, degustação de cervejas, guia cervejeiro e almoço. Para quem tem pouco tempo, a dica é Tour Cervejeiro da Gauden Bier, no bairro italiano de Santa Felicidade. A visita completa pela cervejaria dura cerca de duas horas, apresentando o processo de fabricação da cerveja - fermentação, matérias-primas, envase... - até a degustação final.

Já a Rota da Cerveja leva à cidade de Pinhais, a 10 km de Curitiba, onde estão quatro cervejarias - Oner, Way Beer, Bastards Brewery e Ovelha. O passeio pode ser feito individualmente ou com apoio logístico do Departamento de Turismo da Cidade. Ao visitar a primeira cervejaria, o turista recebe um passaporte e, ao carimbá-lo em todas as propriedades, ganha um presente.

BELO HORIZONTE (MG)

Divulgação


Na terra da cachaça, as cervejas artesanais também fazem sucesso - e até fora do Brasil! Entre as mais estreladas está a Wäls, cuja fábrica foi inaugurada em 1999. Em 2014, foi coroada com a medalha de ouro no World Beer Cup, torneio americano disputado por mais de 1.400 marcas e considerado a Copa do Mundo do setor, tendo sido a primeira marca brasileira a conseguir a façanha.

Para completar, em 2017, a cervejaria inaugurou o Ateliê Wäls, o maior barrel room da América Latina, reunindo restaurante, adega, loja, fábrica de cerveja e área externa com food trucks. Nele, tudo é grandioso: da vista para a cidade à arquitetura, que mais lembra uma galeria de arte, além dos imensos espaços para barris e tanques de cerveja.

Com 1900 metros quadrados e feito em madeira, vidro e concreto, o ateliê fica no topo do Mirante Olhos D´Água. Concebido para envelhecer receitas da marca mineira, reúne centenas de barricas de madeira que vão desde carvalho francês e americano até a brasileira umburana. Muitos deles já armazenaram previamente uísque, vinhos, bourbon, cachaça e conhaque. Ao visitar as instalações, o público pode circular entre os barris, ver de perto a sala de produção e subir à adega projetada para abrigar milhares de garrafas de cerveja champenoise. E o melhor: escolher entre as 21 torneiras de chope para harmonizar com os pratos do cardápio!

Também premiada em diversos concursos internacionais, a cervejaria Backer se orgulha de estar presente nas principais cidades da Estrada Real. Na capital, o melhor lugar para degustar e harmonizar os variados rótulos é o belíssimo Pátio Cervejeiro, misto de bar e restaurante instalado na fábrica da marca, com estilo rústico que remete a antigos galpões industriais europeus. Aos sábados, é possível fazer visitas guiadas à "Maternidade Cervejeira" e acompanhar de perto o processo de fabricação. Para brindar o "nascimento", a degustação de seis rótulos está incluída no pacote.

TERESÓPOLIS (RJ)

Divulgação


Quando se fala em cerveja em Teresópolis, todos os caminhos levam à Vila St Gallen, ponto de encontro de moradores e turistas e erguida para comemorar os 100 anos da cervejaria Therezópolis. Na vila, que reproduz a pequena cidade homônima localizada na Suíça, estão uma cervejaria (claro!), um restaurante suíço e um pub alemão, onde a bebida pode ser harmonizada com pratos típicos. E ainda tem o Biergarten, um agradável espaço com mesinhas ao ar livre, perfeito para tomar uma gelada. Nos fins de semana, o Bier Tour leva os interessados a uma visita guiada pela fábrica, com direito a brindes em belas taças.

Quer mais? Então siga para a Cervejaria Petrópolis - a sede em Teresópolis produz apenas os rótulos especiais da marca. O Beer Tour apresenta todo o processo industrial da bebida. Para fechar, tome degustação!

Teresópolis é uma das atrações da Rota Cervejeira do Rio de Janeiro, um roteiro criado em 2015, que reúne oito cervejarias da cidade e também de Petrópolis e de Nova Friburgo, todas na Serra Fluminense.

NOVA FRIBURGO (RJ)

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O roteiro de Nova Friburgo é o mais "roots" do Circuito Cervejeiro do Rio - que reúne ainda as cidades de Petrópolis e Teresópolis, na Serra Fluminense. Por aqui, as cervejarias ficam instaladas no meio da mata e oferecem degustações diferentes. Em algumas delas, é possível provar a cerveja diretamente do tanque de fermentação.

Uma boa pedida é começar (ou terminar) pela Barão Bier. A microcervejaria produz quatro tipos artesanais que são apresentados durante o Bier Tour guiado pelo cervejeiro, incluindo "caminho do malte", degustação harmonizada, happy hour com música ao vivo, jantar e transporte. O programa começa às 16h e dura cerca de cinco horas.

Já no distrito "bicho-grilo" de Lumiar fica a cervejaria Ranz Bier. São onze variações - algumas usam ingredientes da região, como capim-limão e mel - oferecidas em forma de chopp e de cervejas engarrafadas, encontradas no agradável restaurante da marca. Falando em restaurante, o Braun Braun também produz a própria cerveja pilsen e ainda oferece harmonização da bebida com pratos alemães - mix de salsichas, kassler com batatas... Delícia!

RIBEIRÃO PRETO (SP)

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Na cidade repleta de cervejarias artesanais conceituadas, um dos tours mais concorridos é o que leva à pioneira Colorado. A cerveja, que surgiu como chope em 1996, oferece hoje uma carta com 12 variedades. O tour acontece aos sábados, apresentando o processo de fabricação - manual e natural - e inclui harmonização de diversos rótulos. Entre eles, o Cauim, que leva a nossa brasileiríssima mandioca entre os ingredientes.

A degustação, porém, não é permitida para os motoristas - todos os visitantes que estiverem dirigindo são identificados na chegada. Ao final da visita, recebem um brinde especial como recompensa à máxima "Se dirigir, não beba". A orientação da empresa para os degustadores é utilizar transporte público. Certíssimo!

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