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TURISMO CULTURAL

12 lugares para viajar e conhecer melhor a cultura brasileira

06 maio 2019 - 15h19Por Casa Vogue

 

ALDEIA NOVA ESPERANÇA, TARAUACÁ, ACRE – Festival Yawa


Constituídos, hoje, por cerca de mil pessoas, os yawanawás foram apagados, física e culturalmente, por seringalistas e missionários para evangelização durante boa parte do século 20. Em1984, conquistaram de volta o direito à terra e, desde então, trabalham para recuperar a memória e a identidade de seu povo. Sua maior celebração é o Festival Yawa, que neste ano acontece entre 25 e 30 de outubro. Generosos, convidam todos – indígenas e não indígenas – a participar. Prepare-se para dançar, cantar, comer pratos típicos e integrar rituais para festejar a floresta – afinal, se existe uma filosofia que une todos os povos, é poder viver na natureza sem degradá-la. yawanawa.org

Na aldeia Nova Esperança, no Acre, é possível participar do Festival Yawa e aprender um pouco sobre as tradições do povo yawanawá


SÃO LUÍS, MARANHÃO – Bumba meu boi


Grávida, a escrava Catirina tinha desejo de comer a língua do boi mais bonito da fazenda. Para tanto, seu marido Chico mata o animal, mas ele é ressuscitado por curandeiros e em seguida e festejado pela comunidade. A lenda que dá origem a uma das festas folclóricas mais tradicionais do país é uma celebração de origem negra, que traz a espiritualidade indígena e aponta para a importância econômica do boi no Nordeste no século 17, durante o Ciclo do Gado. Um dos estados que mais comemora o Bumba meu boi é o Maranhão – vale agendar as férias para o fim de junho (época de São João), e voar até São Luís para conferir a encenação da sobrevida do bovino nos arraiais e praças da cidade. As fantasias trazem veludos, paetês, bordados e pinturas, e todos dançam ao som de instrumentos de percussão e de cordas – o nome bumba, aliás, vem da palavra zabumba, um tambor utilizado nos batuques, e do verbo bumbar, que significa bater com força.

Cena da festa do Bumba meu boi, comemorada em São Luís, no Maranhão


SERRA DA CAPIVARA, PIAUÍ – Museu da Natureza


Com abertura em outubro, o Museu da Natureza, chefiado pela arqueóloga Niède Guidon e o curador Marcello Dantas, promoverá as riquezas da região conhecida pelas inscrições rupestres de até 28mil anos e pelo parque de 1.220 sítios arqueológicos, Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. Em reforço ao trabalho de valorização da área pelo Sebrae-PI, Niède garante que o museu contará a história de 400 milhões de anos daquela paisagem, de quando era fundo domar até virar caatinga.fumdham.org.br

A futura sede do Museu da Natureza, localizado na Serra da Capivara, no Piauí


 

BELÉM, PARÁ – Círio de Nazaré


Maior festa religiosa do mundo, a procissão em devoção a Nossa Senhora de Nazaré transforma as ruas de Belém em outubro (neste ano, em14/10). Entre os mais de 2 milhões de pessoas reunidas, há um mesmo espírito de solidariedade, fé e contos milagrosos. Além da imagem da santa, os romeiros carregam miniaturas de barcos e casas, objetos de cera, cadernos, livros e ainda juntam a família para comer pato no tucupi e maniçoba. ciriodenazare.com.br


BRAGANÇA PAULISTA, SÃO PAULO – Festival de Arte Serrinha


Um sonho uniu Fabio e Marcelo Delduque e Carlão Oliveira: criar um laboratório a céu aberto de produção, pesquisa e experiências artísticas, ligando pessoas, culturas e paisagens. Desde 2002, eles reúnem, durante o mês de julho, intelectuais, artistas, ativistas, cineastas e músicos na Fazenda Serrinha e no Sítio Santo Antônio, no interior paulista. O objetivo? Reativar a arte orientada por temas urgentes e atualíssimos, como identidade e territorialidade. arteserrinha.com.br

ALTER DO CHÃO, PARÁ – Cruzeiro Arapiuns


Conhecer a Amazônia não é para qualquer um e não deve ser feito de qualquer jeito. “A integração com a natureza transforma as pessoas”, declara Adhara Luz que, com esta ideia em mente, criou a AMZ, uma produtora de experiências com base em Alter do Chão, PA. No cruzeiro organizado por ela, é possível conhecer as comunidades que vivem às margens do Rio Arapiuns, visitar as praias do Lago Verde e o igarapé do Macaco, ver o pôr do sol na ponta do Muretá e do Cururu ou aventurar-se de stand up surf dentro do igapó (floresta alagada). amzprojects.com

A futura sede do Museu da Natureza, localizado na Serra da Capivara, no Piauí


 

PIRENÓPOLIS, GOIÁS – Festa do Divino Espírito Santo e Cavalhadas


Entre abril e maio, a pequena Pirenópolis, entre Brasília e Goiânia, é tomada por “virgens vestidas de branco” em procissão. A festa, que remonta ao século 18, foi trazida pelos portugueses para lembrar a profecia de que “quando o Espírito Santo cair sobre todos nós, a terra estará repleta de fartura e perdão”. Às virgens, juntam-se os homens fantasiados das Cavalhadas que, segundo a tradição, eram escravos e agregados que queriam participar dos festejos, mas usavam as máscaras para não serem reconhecidos. O Imperador do Divino, líder do ritual e símbolo da coroa, tem tamanha autoridade que, no passado, pôde até libertar presos políticos.

Rito da Cavalhada em Pirenópolis, outra festa típica de Goiás


ALTO PARAÍSO DE GOIÁS – Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros


O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros já vale a visita para qualquer um que busca se conectar com a natureza. Se você quer uma experiência mais intensa, vale participar do encontro, sempre em julho, na vila de São Jorge, que visa a manutenção dos modos de ser e fazer tradicionais da região composta, entre outros, por diferentes povos indígenas e remanescentes quilombolas. Acompanhe ritos e ritmos, coma pratos locais e escute os mais preciosos cantos e contos. Pelas ruas, as danças sussa, congada ou catira; uma feira de experiências sustentáveis e muita música e pintura corporal na Aldeia Multiétnica, que reúne povos do Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Amazônia, Além de outros países, para apresentarem suas culturas e compartilharem a luta pela manutenção de suas tradições e seus territórios. encontrodeculturas.com.br

Um tamanduá-bandeira caminha pelo entorno de Alto Paraíso, de Goiás, onde acontece o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros


ALTAMIRA, PARÁ – Canoada Xingu


As drásticas mudanças no rio Xingu provocadas pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, cuja primeira turbina entrou em operação em 2016, moveram os jurunas e seus parceiros a organizar uma “grande despedida” do rio. Jáem2014 partia, de Altamira, no Pará, a canoada inicial, chamada Bye Bye Xingu. Foi um sucesso e virou programa anual, que conquista, mais que turistas, aliados dos povos indígenas e ribeirinhos em dificuldades na região ameaçada, capazes de monitorar e registrar as transformações socioambientais. Quem navegar pelos 110 km entre os dias 3 e 8 de setembro, poderá ver de perto a fauna local que ainda sobrevive (não se sabe até quando) e, ao mesmo tempo, integrar um importante movimento ativista. 


Tabuleiro do Embaubal no rio Xingu, percorrido pelos participantes da Canoada, que protestam contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte


 

SÃO LUÍS, MARANHÃO – CCVM


O Centro Cultural Vale Maranhão, reaberto no ano passado com projeto de arquitetura e design assinados por Marcelo Rosenbaum e Gabriel Gutierrez, no centro histórico de São Luís, já se tornou um espaço vital para a divulgação e discussão da produção artística maranhense, fortemente influenciada pela cultura negra. No edifício, encontram-se artefatos como a peça de couro de Seu Zezito (José Carneiro Machado), artesão de 97 anos que vive em Chapadinha, a manta tecida por meninas da Aldeia Lagoa Quieta, em Amarante do Maranhão, recuperando os grafismos do povo indígena, e as cestarias dos Canela, vinda da Aldeia Escalvado, em Fernando Falcão. ccv-ma.org.br

nterior do Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, reformado por Marcelo Rosenbaum e Gabriel Gutierrez


NAZARÉ DA MATA, PERNAMBUCO – Maracatu Rural


Quem gosta de carnaval não pode deixar de conferir o colorido dos bailarinos dançando ao som de tambores, chocalhos e gonguês, na tradicional festa que movimenta a Zona da Mata pernambucana. Mestres puxadores fazem a rima e conduzem o cortejo: é o Maracatu Rural (ou de baque solto) que toma conta de Nazaré da Mata no mês de fevereiro. Um carnaval menos folião e mais espetáculo. Para se ter uma ideia, uma roupa de caboclo de lança, guerreiro de Ogume personagem da festa de origem africana, pode pesar cerca de 20 kg.

Exemplo de uma rica fantasia do Maracatu Rural, na Zona da Mata de Pernambuco


 

RECIFE, PERNAMBUCO – Fenearte


Maior feira de artesanato do Brasil, a Fenearte reúne arte popular de todas as regiões do país. Vale dedicar um bom tempo à Alameda dos Mestres, dentre os quais muitos que já ganharam o título de patrimônio cultural. Procure pelos leões do Mestre Nuca, uma escultura de madeira do Mestre Fida, uma carranca da Ana das Carrancas ou uma cabeça da Mestra Neguinha. www.fenearte.pe.gov.br

Esculturas de Mestre Paulo Izidório expostas na Fenearte, em Recife


 

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