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O sedentarismo como um fator para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em jovens

18 Junho 2012 - 17h00

As doenças cardiovasculares como ataques cardíacos, infartos agudos do miocárdio, morte súbita, assim como as doenças cerebrovasculares, como os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos e hemorrágicos, são responsáveis por mais da metade dos óbitos no Brasil. Alguns fatores de risco para desenvolvimento como sexo, idade e histórico familiar não são modificáveis. Entretanto existem fatores de risco modificáveis como a hipercolesterolemia (LDL elevado), a hipertensão, o tabagismo, o diabetes, a obesidade, o estresse psicossocial e o sedentarismo.


Estudos realizados demostram que é crescente o número de jovens e adolescentes, que apresentam pelo menos um fator de risco biológico para o desenvolvimento dessas doenças. Este quadro é mais promissor ainda no caso de jovens pouco ativos ou sedentários que nos dias atuais não são raros de serem encontrados, já que a vida cômoda que não exige esforço físico constante, atualmente é vivenciada por muitos. Indícios apontam que adultos que possuem doenças cardiovasculares começaram a desenvolver estas patologias provavelmente quando adolescentes.

As doenças cardiovasculares têm origem multifatorial, entretanto a prática de exercícios físicos regulares e supervisionados é um mecanismo de proteção ao surgimento e progressão deste fator de risco. Indivíduos que praticam alguma atividade física regularmente se diferem das pessoas que mantém hábitos sedentários, pois estão contribuindo para a diminuição dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, através das seguintes alterações no corpo: melhora no perfil lipídico contribui para a normalização da pressão arterial, aumento da circulação colateral e a diminuição da frequência cardíaca no repouso e durante o exercício.

Indivíduos condicionados a prática de atividades físicas tendem a ter um aumento menos considerável tanto na frequência cardíaca (batimento do coração por minuto) quanto na ventilação, devido a maior eficiência de seu organismo em absorver e fazer a utilização do oxigênio, visto que o aumento exagerado da frequência cardíaca pode ser um risco.

Este aumento não considerável da frequência cardíaca e respiratória em pessoas que praticam atividade física regular foi observado em um experimento requisitado pela disciplina de fisiologia humana, ministrada para os graduandos do 2º ano do curso de Biotecnologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O experimento mediu a frequência cardíaca e respiratória de alunos sedentários e de alunos que praticam exercícios físicos, através dos resultados obtidos pode se afirmar que alunos que praticam alguma atividade física não apresentaram aumento considerável na frequência cardíaca e respiratória, quando comparados com alunos sedentários. A atividade física é um mecanismo eficiente no controle de um dos fatores de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O trabalho foi realizado pelos academicos: Alisson Alves da Silva, José Lourenço, Andrea Renata, Isabela Cruz, Jessica Lie e Rodrigo Borges.

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