Menu
Busca segunda, 17 de junho de 2019
(67) 9860-3221
SAÚDE

O que é a diabulimia

10 janeiro 2019 - 11h05Por G1

"Tenho a minha vida e tenho meus pés. São duas das coisas mais importantes para mim, considerando o dano que eu poderia ter causado a mim mesma". Becky Rudkin, de 30 anos, tem diabulimia — termo usado para descrever pessoas com diabete tipo 1 que tomam deliberadamente menos insulina que o necessário com o objetivo de perder peso.

A diabetes tipo 1 — doença autoimune, que costuma ser diagnosticada na infância — ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente. Seu tratamento prevê a aplicação de injeções diárias do hormônio, responsável por controlar a glicose no sangue e fornecer energia ao organismo.

A diabulimia não é reconhecida oficialmente pela comunidade médica, mas uma verba de 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 5,7 milhões) acaba de ser concedida para o financiamento de uma pesquisa sobre o tema na Grã-Bretanha.

A expectativa é que os cientistas consigam elaborar um programa de tratamento eficaz para pessoas que sofrem com o transtorno.

Becky, que é de Aberdeen, na Escócia, participou do documentário da BBC Diabulimia: The World's Most Dangerous Eating Disorder ("Diabulimia: o Transtorno Alimentar Mais Perigoso do Mundo", em tradução livre), produzido em 2017.

Na época, ela revelou que, por não estar tomando insulina suficiente, os ossos dos seus pés começaram a se desintegrar no que os médicos descreveram como "favo de mel e papa". Eles estavam tão frágeis que quebravam com frequência.

"O dano no nervo é tão sério que eu nem sinto — só consigo ver o quão inchados estão", relatou na ocasião.

Becky precisou usar muletas por causa do problema nos pés e passou três anos entrando e saindo de uma clínica de distúrbios alimentares.

A diabulimia é considerada mais perigosa do que a anorexia e a bulimia. Nos casos mais graves, pode levar à insuficiência cardíaca, à amputação de membros e até à morte.

"As pessoas com diabetes tipo 1 (que sofrem com o distúrbio) têm medo que a insulina leve ao ganho de peso. Esse medo é tão forte que faz com que omitam a dose de insulina que precisam tomar com o objetivo de perder peso", explicou Khalida Ismail, professora do King's College London, especializada em diabetes e saúde mental, ao documentário da BBC.

"Se um paciente com diabetes tipo 1 não tomar insulina, ele vai morrer muito rápido", completou.

A ciência por trás da diabulimia

A ciência básica por trás da diabulimia é que, sem insulina para processar a glicose, o corpo não pode quebrar os açúcares dos alimentos para obter energia. Em vez disso, as células do corpo começam a quebrar a gordura já armazenada no organismo, liberando o excesso de açúcar pela urina. Na ausência de gordura, o corpo começar a queimar músculo.

A ONG Diabéticos com Transtornos Alimentares (DWED na sigla em inglês) estima que 40% das mulheres com diabetes tipo 1 admitem ter negligenciado a administração de insulina para perder peso.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CRIME AMBIENTAL
Mulher é multa por maus-tratos a cachorros e por aves silvestres em cativeiro
FRAUDE
Supermercados que vendem azeite falsificado podem ser multados
POLÍCIA
Após partida de futebol, brasileiro tenta matar jogador a tiros na Bolívia
TRE/MS
Justiça eleitoral cassa prefeito e vice de Coxim, que podem recorrer
ECONOMIA
Alvo da operação Lava Jato, Odebrecht pede recuperação judicial
CAMPO GRANDE
Policial Militar é encontrado morto em casa e suspeita é de suicídio
TELEVISÃO
Silviol Santos pede e Tiago Abravanel troca a Globo pelo SBT
GRATUIDADE
Bolsonaro veta isenção de cobrança de bagagem em voos domésticos
JUSTIÇA
Construtor é condenado a devolver R$ 5.800 por obras não realizadas
CAPITAL
Acadêmico de Arquitetura é preso por liderar quadrilha de ladrões

Mais Lidas

PARAGUAI
Motim termina com 10 mortos e presos queimados e decapitados
AQUIDAUANA
Douradense desaparece nas águas do rio Aquidauana durante banho
POLÍCIA
Casal contratado para levar maconha até Campo Grande é preso em Dourados
FURTO
Jovem é preso enquanto furtava bicicleta dentro de residência em Dourados