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México sem visto: aonde ir

20 fevereiro 2019 - 09h41Por Viaje na Viagem

Agora que não é preciso mais visto nem autorização eletrônica para viagens ao México (para permanências até 90 dias), o país ficou ainda mais atraente para os brasileiros. Precisando de idéias para montar um roteiro? Pois não, lá vai:

Chichén-Itzá

Aquele paredão de prédios em forma de pirâmide à beira-mar é só uma pequeníssima parte do que o Caribe mexicano tem a oferecer. Cancún é uma base para visitar as ruínas maias de Chichén Itzá (uma das novas maravilhas do mundo) e Tulum, para mergulhos em cenotes (rios subterrâneos) e para ecoparques temáticos que misturam Brotas com Orlando. E Cancún nem é o lugar mais bem situado para explorar a região.

Playa del Carmen

Playa del Carmen (na foto acima), a Búzios da Riviera Maia, 70 km ao sul de Cancún, está mais próxima de tudo (menos de Chichén Itzá) e é construída em escala humana; dá para ir caminhando tanto para a praia quanto para a noite. Tulum, 120 km ao sul de Cancún, tem uma vocação zen. E espalhados pela Riviera estão todos os resorts de grandes redes all-inclusive (como Iberostar, Grand Palladium e Gran Bahía Príncipe), normalmente situados em praias mais tranquilas e ainda mais bonitas que a de Cancún. Para ter um gostinho do México colonial, aproveite a ida a Chichén Itzá para visitar (ou pernoitar) em Valladolid ou Mérida.

Santuário de Guadalupe, nos arredores da Cidade do México

Não pense na capital como uma escala rápida. A Cidade do México não é grande só no tamanho; há muito o que ver. Inicie sua visita pelo Museu Nacional de Antropologia: é um dos melhores do mundo, e prepara você para entender tudo o que verá no país. No segundo dia vá às pirâmides de Teotihuacán; pegue um passeio combinado com um pit-stop na Basilica da Virgem de Guadalupe (mais interessante pelo folclore do que pela história ou arquitetura). Um terceiro dia deve ser dedicado ao casal mais famoso das artes mexicanas: visite a o Museu-Estúdio de Diego Rivera, e depois siga para o lindo bairro de Coyoacán para ver o Museu Frida Kahlo, que funciona na casa da artista. Dentre os programas superturisticões, vá ver os mariachis à noite na Plaza Garibaldi, passeie pelos canais de Xochimilco e assista a uma luta livre. A noite descolada fica no bairro de La Condesa, o equivalente local ao Palermo Soho de Buenos Aires.

San Miguel de Allende

Um rosário de cidades que tiveram seu apogeu no ciclo mexicano da prata pode ser encontrado ao norte da capital. A mais simpática das cidades da prata é Guanajuato, a 373 km, hoje uma colônia de estudantes (seria a Ouro Preto deles). A mais sofisticada é San Miguel de Allende (275 km da capital) , que se tornou um ímã de americanos – uma espécie de nova Santa Fé, desta vez em autêntico território mexicano. Indo a qualquer uma das duas, não deixe de passar por Querétaro (a 220 km do DF), famosa por suas portas artisticamente esculpidas. Se não quiser voltar à capital, termine o giro em Guadalajara (a 270 km de Guanajuato).

OaxacaOaxaca

O México mais indígena é melhor apreciado ao sul da Cidade do México. Puebla, a 150 km, é o berço do maior tesouro da culinária mexicana, o “mole poblano”, molho que leva chocolate e especiarias entre seus ingredientes, e que acompanha perfeitamente qualquer ave. Oaxaca (diga: Oarraca), 370 km adiante, é a cidade em que a arte indígena atingiu seu nível mais alto; aproveite para visitar as ruínas zacatecas do Monte Albán. A pequenina San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, a 600 km de Oaxaca, tem o casario mais singelo e um turismo mais alternativo. Funciona como base para visitar as ruínas maias de Palenque, as mais impressionantes do México, por serem as únicas em meio à selva.

E a costa do Pacífico?

O litoral oeste mexicano é pontilhado por praias belíssimas – mas, com exceção de pequenas baías aqui e ali, não tem aquele mar azul-bebê hipnotizante da costa caribenha. Mesmo tendo experimentado nos últimos anos um pequeno revival, Acapulco fica melhor nas reprises da Sessão da Tarde. Puerto Escondido, ao sul, é uma meca de surfistas; mas se você não surfa, há pouco o que fazer. As novas estrelas da costa do Pacífico estão mais o norte. Puerto Vallarta, onde Elizabeth Burton e Richard Burton começaram sua longa novela da vida real, tornou-se o principal destino GLS do México. E na Baixa Califórnia, Los Cabos desponta como uma versão mais sofisticada de Cancún, voltada para os americanos que estão longe do Caribe.

Ônibus: simplesmente um luxo

Não se deixe deter pela malha aérea doméstica limitada. Os ônibus do México permite que se viaje com muito conforto. Basta escolher as categorias “lujo” e “ejecutivo”, e você viajará em ônibus novos, impecavelmente mantidos, com serviço de bordo e bancos com reclinação de primeira classe de avião (ótimo para viagens noturnas). Evite, no entanto, as rotas que são feitas só por ônibus “primeira clase” – são ônibus de quinta categoria, que levam passageiros até de pé. Para viajar bem, compre viagens ao sul da Cidade do México em ado.com.mx, e ao norte em etn.com.mx.

O hype: hotéis Habita

Se puder, tente se hospedar num dos hotéis do grupo Habita, que faz uma hotelaria-design bastante charmosa. Na Cidade do México, tente ficar no Condesa DF (na foto), no coração de La Condesa; em Playa del Carmen, considere o Deseo e o Básico; e se passar por Puebla, reserve o La Purificadora.

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