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Leia: NORMOSE, por Luiz Carlos Ribeiro

15 junho 2011 - 16h51

A palavra “normose” é um neologismo, uma palavra inventada, derivada de “normal”.

Inventada por um Professor de nome Hermorgenes, palavra que vi pela primeira vez em um e-mail que recebi e que por sinal me pareceu muito procedente.

“Normose” é a doença de ser “normal”

Segundo esse professor, o ser humano esta sofrendo “normose”, a doença de ser “normal”, todo mundo quer se encaixar num padrão, que diga-se, um padrão programado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito “normal” é magro, alegre, sociável, e....”bem sucedido”.

Bebe socialmente, esta de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que esta passando por algum problema, necessidade ou pseudonecessidade.

Quem não se “normaliza”, e não se encaixa nesses padrões, “ta por fora”, “out”, “ta com nada”.

Afinal, quem espera o que de nós?

Quem são esses ditadores de comportamentos a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.

Quem exige de nós esse “normal”, é toda uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamentos amplamente divulgados e que se reproduz em si mesma, e que esta na base comportamental e existencial de toda uma sociedade lastreada estruturalmente no consumo perdulário.

Ela estimula um padrão que tem na sua alma a mobilidade do consumismo sem fronteiras que estimula a auto depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa e que vai até o que o que não se pode.

Voce precisa de quantos pares de sapato?

Comparecer a quantas festas por mês?

E o carro ou a moto do ano?

Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Etc...etc...etc...

Tomam pra si as ilusões e desejos dos outros, uma fraude, uma vida fraudulenta, uma fraude de sociedade.

Decididamente a “Normose”, nos transforma e nos corrompe, desde os mais primários preceitos éticos e morais até a nossa mais límpida felicidade.

“Normose” é doença socioeconômica de resultantes psicossocial que tem arrastado multidões aos SPSs e SERASAs da vida, no rastro do crédito fácil, aos consultórios de Psicoterapeutas, quando não aos juizados e estabelecimentos penais, principalmente nossos jovens de conquista e futuros, politica e economicamente negados, restando-lhes turvos horizontes.

Luiz Carlos Ribeiro - Arquiteto

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