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MEDICINA

EUA aprovam exame de sangue capaz de detectar lesão cerebral microscópica

15 fevereiro 2018 - 13h06Por G1 Bem Estar

Os Estados Unidos autorizaram a venda de exames de sangue capaz de detectar com rapidez quando um paciente está com concussão, lesão cerebral microscópica que ocorre geralmente após traumas na cabeça.

A nova opção vai reduzir a necessidade de tomografias, exames mais caros que emitem quantidade significativa de radiação, afirma o FDA, órgão americano similar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),

Normalmente, quando um paciente bate a cabeça em um acidente, ele é submetido a um teste neurológico, seguido da tomografia. O exame é pedido para ver se há lesões no tecido cerebral.

A vantagem do novo teste de sangue é que, se não forem detectadas lesões, a tomografia seria desnecessária. Isso seria uma vantagem em instituições que não possuem o aparelho, que é mais caro e demanda infraestrutura para ser utilizado.

A aprovação do teste faz parte de um pacote de iniciativas do FDA que visam reduzir à exposição de radiação de pacientes em exames de imagem.

Segundo a agência, os Estados Unidos tiveram 2.8 milhões de hospitalizações por lesões cerebrais em 2013. No mesmo período, os traumas contribuíram para a morte de aproximadamente 50 mil pessoas.

Teste fica pronto em 4 horas
O "Brain Trauma Indicator" (Indicador de Trauma Cerebral) avalia a ocorrência de uma concussão pela medição de níveis de proteína conhecidas como UCH-L1.

Essas proteínas são liberadas na corrente sanguínea quando há uma lesão cerebral -- e o teste possui marcadores para procurar justamente essas estruturas.

Segundo o FDA, é possível detectá-las em até 12 horas da lesão.

Para a aprovação do exame, a agência americana avaliou estudo multicêntrico com 1947 pacientes que apresentavam suspeita de concussão. Os resultados do exame são liberados em 4 horas.

O teste foi capaz de detectar o problema em 97,6% dos pacientes. O exame foi produzido pela desenvolvido pela Banyan Biomarkers, empresa americana fundada em 2002 por pesquisadores da Universidade da Flórida.

O custo do teste não foi divulgado.

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