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Crônica em retalhos: cidade educadora, por Wilson Biasotto

22 maio 2011 - 07h50

Sinais benfazejos: maravilha! Recebi alguns sinais de que o projeto Cidade Educadora está na pauta do novo prefeito de Dourados e que provavelmente será criada uma equipe para botá-lo em prática com as benções da Associação Internacional das Cidades Educadoras.

AICE : Esta é a sigla da Associação Internacional das Cidades Educadoras. O conceito de Cidade Educadora nasceu em Barcelona, em 1990, sendo que em 1994 foi oficializada a Associação Internacional das Cidades Educadoras, que tem a sua sede na cidade de Barcelona.

20 princípios: apenas vinte princípios norteiam as ações dessa Associação que já congrega mais de 300 cidades nos cinco continentes. São princípios genéricos, que dizem respeito à cidadania, à negação do preconceito, à solidariedade humana, a transformação da cidade como uma verdadeira extensão da nossa própria casa.

Boas práticas: a Associação Internacional das Cidades Educadoras têm o grande mérito de divulgar para o mundo inteiro as boas práticas empregadas para a solução de problemas urbanos. Isso é exemplar, ao invés de ficar divulgando e condenando o que há de errado, preocupa-se em noticiar, aplaudir e incentivar a realização de boas obras.

Contradições douradenses: nossa querida Dourados é uma cidade de grandes contrastes e muitas contradições. Uma dessas contradições é que não obstante termos sido mundialmente conhecidos pelas estripulias do ex-prefeito Artuzi, somos também conhecidos internacionalmente por integrarmos a AICE.

Flores entre espinhos: muitas vezes as mais belas flores são protegidas por pontiagudos espinhos. E talvez essa seja uma boa comparação para com Dourados que dentre tantas coisas ruins que lhe aconteceram ultimamente, esteja (re)nascendo esse projeto que somente engrandece a cidade e dignifica os seus cidadãos.

Um projeto de todos: para uma cidade de todos. Não adianta ficarmos apenas esperando as providências da administração municipal, se bem que as Cidades Educadoras entendem que a Prefeitura deva estar no comando das ações. Isso quer dizer que se a Prefeitura tomar a iniciativa, a sociedade organizada, o que eu chamo de forças vivas, deve mobilizar-se e trabalhar para termos uma cidade onde possamos viver felizes.

Cada qual com suas competências: é líquido e certo que compete à Prefeitura tapar os buracos das ruas, mas é certo também que o cidadão não deve contribuir com a abertura de buracos, evitando lavar desnecessariamente as calçadas. É competência da Prefeitura estabelecer as faixas para pedestres, mas é obrigação dos motoristas respeitar a faixa. Da mesma forma é obrigação da Prefeitura a limpeza pública, mas é dever do cidadão contribuir não jogando lixo à torta e à direita, como diria minha avó.

Pense nisso: se todos nós motoristas transitássemos a uma velocidade de 40 km/hora, como manda a regra, se todos nós motoristas respeitássemos as faixas para pedestres, se os motoqueiros respeitassem também limites de velocidade e deixasse de “costurar” no trânsito, se todos os ciclistas contribuíssem quantas vidas não pouparíamos? Quanto melhor fluiria o trânsito? Quanto menos estresses acumularíamos ao final do dia?

Patrimônio incomensurável: mesmo o mais rico dentre os habitantes de uma cidade consegue possuir um patrimônio maior do que o da própria cidade onde reside. O que quero dizer é que a cidade é o nosso maior patrimônio, o espaço público é a maior riqueza que o citadino pode desfrutar na atualidade. Portanto, preservar o espaço público é de dever de todos, uma vez que usufruído também por todos.

Características de uma cidade educadora: uma cidade educadora é acolhedora, tem centros de ensino avançados, protege o meio ambiente, é inclusiva. Dourados tem todos os predicados para vir a ser uma cidade reconhecida mundialmente pelas suas boas obras. Nossa Cidade Educadora é um sonho que já virou projeto e que pode transformar-se em realidade.

Vamos torcer: Célia Flores, Dinaci Ranzi e Murilo Zauit - se eu estiver bem informado - é partir dessas três personalidades públicas que depende a retomada do projeto. Mas, com toda a certeza, centenas e centenas de douradenses anseiam por isso e estão prontos para abraçar essa belíssima iniciativa.



Wilson Valentim Biasotto *
Suas críticas são bem vindas: biasotto@biasotto.com.br
* Membro da Academia Douradense de Letras; aposentou-se como professor titular pelo CEUD/UFMS, onde, além do magistério e desenvolvimento de projetos de pesquisas, ocupou cargos de chefia e direção.

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