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SAÚDE

Cesárea na primeira gestação aumenta risco de depressão pós-parto

15 fevereiro 2019 - 08h51Por Saúde é Vital

Estudos anteriores já mostraram que as cesarianas trazem alguns efeitos negativos para o bebê, aumentando a probabilidade de problemas respiratórios e obesidade, por exemplo. Agora, uma pesquisa da Universidade de York, na Inglaterra, indica que essa cirurgia, quando realizada de maneira emergencial, também abala a saúde mental das mães de primeira viagem e eleva o risco de depressão pós-parto.

Os pesquisadores analisaram dados de 5 mil britânicas que fizeram uma cesárea de emergência em sua primeira gestação – isso entre 2000 e 2002. Eles consideraram apenas os casos nos quais esse tipo do parto foi escolhido na hora, pela vida da mulher ou do feto estarem em perigo.

Nove meses depois da cirurgia, os experts entrevistaram os pais das crianças. As perguntas envolviam a saúde deles e dos filhos, circunstâncias da gravidez e do nascimento…

Os cientistas ainda incluíram fatores como nível socioeconômico, recursos hospitalares e histórico de saúde mental das mães no trabalho. Isso serve justamente para que tais questões não confundissem o resultado final do experimento.

Após as análises estatísticas, chegou-se à conclusão de que mulheres submetidas a uma cesárea não planejada na primeira gestação correm um risco 15% maior de desenvolver depressão pós-parto, quando comparadas as que tiveram um parto normal.

A economista Valentina Tonei, que liderou a pesquisa, afirma em comunicado à imprensa que “cesarianas de última hora” bagunçam a cabeça por serem inesperadas, estressantes na maior parte das vezes e associadas a perda de controle e expectativas não correspondidas.

Em outras palavras, o problema estaria na tensão da suposta emergência. Ou melhor, na falta de diálogos prévios e francos com as mulheres sobre a cesárea e suas reais indicações.

“O estudo tem implicações importantes para as políticas de saúde pública voltadas às novas mães que dão à luz dessa forma e precisam de apoio”, aponta Valentina. “Esperamos que essa nova evidência traga a saúde mental das mães para o centro das atenções”.

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