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SAÚDE

Cardio-oncologia previne doenças do coração causadas por tratamento de câncer

16 janeiro 2019 - 11h23Por Albert Einsten

Para diagnosticar precocemente pacientes que possuem risco de doenças cardiovasculares, principalmente insuficiência cardíaca, e até mesmo trabalhar na prevenção deste quadro e descobrir novos tipos de tratamento, as áreas de Cardiologia e de Oncologia do Einstein, por meio de seus médicos pesquisadores e com o apoio do Núcleo de Apoio à Pesquisa Cardiovascular - Napec, iniciou estudo na área de Cardio-Oncologia.

“Sabemos que indivíduos em tratamento oncológico à base de alguns tipos de quimioterápicos, principalmente os antracíclicos, são mais vulneráveis à insuficiência cardíaca – doença na qual o coração é incapaz de bombear sangue no volume necessário para suprir as necessidades metabólicas do organismo. E isso se deve basicamente ao fato de que o avanço do tratamento oncológico, ao mesmo tempo em que aumenta as chances de cura e o tempo de vida do paciente, pode trazer complicações cardiológicas importantes, visto que, para aumentar as chances de cura do câncer, muitas vezes é necessária a combinação de medicamentos e procedimentos com potencial cardiotóxico (que agridem o músculo do coração)”, explica a dra. Tatiana Galvão, cardiologista do Einstein e membro do grupo de pesquisadores.

Segundo ela, as pesquisas visam monitorizar pacientes oncológicos submetidos à quimioterapia com alto potencial de cardiotoxicidade, a fim de determinar qual o melhor método de detecção precoce de cardiotoxicidade induzida por estes quimioterápicos e, desta forma, iniciar um tratamento precoce, evitando o desenvolvimento de insuficiência cardíaca nestes pacientes.

“Além de grande interesse científico, este projeto também visa obter uma maior integração entre duas áreas estratégicas do hospital: a Cardiologia e a Oncologia”, conta a cardiologista.

“Vários são os tipos de câncer que possuem tratamentos quimioterápicos com risco para as doenças cardiovasculares, mas a grande incidência em pacientes portadores de câncer de mama e a importância do uso da quimioterapia com antracíclicos nestes pacientes nos preocupa muito”, diz o dr. Andrey Soares, oncologista e um dos responsáveis pelo estudo.

Entendendo a pesquisa

Os médicos irão acompanhar durante um ano 100 pacientes, tanto do Einstein quanto da Escola Paulista de Medicina, entidade parceira do estudo, analisando em cada etapa do tratamento quimioterápico como o paciente evolui ao tratamento e se existem chances reais de ele apresentar algum risco para a doença cardíaca. O acompanhamento será realizado por meio de métodos diagnósticos, como por exemplo o ecocardiograma e exames de sangue. Como resultado, esperam descobrir novas técnicas de rastreamento precoce, evitando afetar ainda mais a saúde do paciente com câncer.

“O paciente que está em tratamento contra o câncer geralmente fica muito debilitado em função dos diversos efeitos colaterais dos quimioterápicos, que agridem o músculo do coração, causando disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. E o aparecimento desses tipos de complicações cardiovasculares pode determinar a interrupção da quimioterapia, comprometendo a cura ou o controle da doença”, afirma o oncologista.

Construindo diretrizes

Em 2011, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, com apoio da Sociedade Brasileira de Oncologia, criou a Primeira Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia, que tem como principais metas:

- Desmistificar a visão da doença cardíaca como uma barreira ao tratamento efetivo do paciente com câncer.
- Prevenir e reduzir os riscos da cardiotoxicidade do tratamento.
- Promover a interação das duas especialidades (Cardiologia e Oncologia) para obter a melhor estratégia terapêutica ao paciente, considerando os riscos e os benefícios do tratamento.
- Propor a unificação de terminologias e definições das complicações cardiovasculares do paciente com câncer, com o objetivo de homogeneizar a assistência e a pesquisa.
- Divulgar as evidências disponíveis em relação às complicações cardiovasculares no paciente oncológico.
- Disseminar recomendações práticas para a monitorização da função cardiovascular, antes, durante e após o tratamento do paciente.
- Estimular a pesquisa e o conhecimento na área da Cardio-Oncologia.

“O resultado deste estudo será um divisor de águas no tratamento de pacientes oncológicos por vários motivos. Tanto pela possibilidade de um diagnóstico precoce, quanto pelo uso de novos medicamentos e/ou combinações destes, por exemplo. Nosso objetivo é fazer com que o tratamento se torne personalizado, diminuindo os riscos das doenças do coração nesses pacientes e tratando-os a partir de uma visão multidisciplinar”, finaliza o d??r. Soares.

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